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Terceiro setor e parcerias
Quarenta e uma organizações mapeadas — ONGs, movimentos, cooperação internacional, fundações empresariais e universidades. Nenhuma delas tem projeto de pesca ativo no Acre. O último projeto estruturante encerrou em 2017 e nunca teve sucessor. A competência técnica que a pauta precisa existe, madura e testada — e fica toda no Amazonas.
Os três achados que organizam esta página
A maior ONG socioambiental sediada no estado, a SOS Amazônia, não trabalha pesca: o portfólio publicado é de oleaginosas, cacau silvestre, borracha nativa, açaí e ecoturismo. O único projeto aquático localizado é o "Quelônios", de 2003 a 2010, encerrado. Instituto Socioambiental, Instituto Peabiru e Rare não atuam no Acre — a Rare é exclusivamente costeiro-marinha. A pauta da pesca de água doce da Amazônia Ocidental está órfã de terceiro setor.
O Pesca Sustentável, do WWF-Brasil com apoio não reembolsável do Fundo Amazônia, valeu R$ 3.205.943,00, foi aprovado em 30/12/2013, contratado em 17/04/2014 e concluído em 31/12/2017. Atuou em Feijó, Tarauacá e Manoel Urbano, na bacia do rio Envira, com comunidades ribeirinhas e Kaxinawá da TI Nova Olinda. Manoel Urbano saiu durante a execução.
Entregou acima da meta: 19 acordos de pesca aprovados coletivamente contra meta de 15, 1.627 beneficiários diretos contra meta de 920, três organizações comunitárias fortalecidas e dez lagos sob manejo. A produtividade dos lagos cresceu em média 140% e a renda individual por pescador subiu 24%. Dos 19 acordos, apenas 7 foram regulamentados.
Nenhum projeto sucessor foi localizado. São mais de oito anos e meio sem assistência técnica continuada aos acordos construídos. Ofício pedindo a situação atual dos 19 acordos é a ação de menor custo e maior retorno disponível ao mandato.
Instituto Mamirauá, Instituto Juruá, OPAN, Coletivo do Pirarucu, ASPROC e o próprio PSA Pirarucu operam exclusivamente no estado do Amazonas — inclusive nas bacias do Juruá e do Purus, que nascem no Acre. É o mesmo peixe, a mesma bacia, o mesmo método, e nenhuma organização acreana dentro.
A escala do que o Acre está fora: a rede reporta cerca de 25.000 pirarucus manejados na última safra, aproximadamente 1.300 toneladas, gestão de ao menos 900 lagos e cerca de R$ 7,7 milhões movimentados, em 25 municípios do Amazonas. O Coletivo do Pirarucu representa cerca de 2.500 famílias em 17 municípios. parcial — esses números vêm de sumarização de busca, porque o site da OPAN retornou erro 403 na consulta; confirmar antes de citar em material público.
Isso é, ao mesmo tempo, a maior lacuna e a maior oportunidade de posicionamento do mandato.
ONGs socioambientais com programas de pesca ou manejo na Amazônia
| Organização | O que oferece | Atua no Acre? | Para quê procurar | Confiança |
|---|---|---|---|---|
| WWF-Brasil | Executou o Pesca Sustentável: manejo de pirarucu, acordos de pesca, monitoramento comunitário, fortalecimento de colônias | Atuou de 2014 a 2017. Sem projeto sucessor localizado | Memória técnica dos 19 acordos e da metodologia aplicada no Envira | confirmado |
| Instituto Mamirauá | Metodologia de manejo participativo de pirarucu, monitoramento de desembarque desde 1992, cursos para manejadores comunitários, apoio a acordos de pesca | Não. Médio Solimões, com sede em Tefé/AM | Formação. Enviar manejadores acreanos para curso ou intercâmbio, ou contratar oficina de metodologia. População de pirarucu em áreas manejadas cresceu 620% em 25 anos | confirmado quanto ao programa; parcial quanto à disposição de firmar parceria com o Acre |
| Instituto Juruá | Manejo comunitário de pirarucu, acordos de pesca, PSA para manejadores, formação de mulheres na cadeia do pirarucu | Não. Médio Juruá, região de Carauari/AM | Cooperação de bacia. É a organização com maior afinidade territorial com o Alto Juruá acreano — o argumento é gestão compartilhada da bacia | parcial — páginas internas com erro 404, e-mail direto não localizado |
| OPAN — Operação Amazônia Nativa | Assessoria a manejo de pirarucu em territórios indígenas e áreas de acordo de pesca; gestão territorial indígena; projeto "Raízes do Purus" com o povo Paumari, financiado pela Petrobras | Não localizada. Atua na bacia do Purus, no Amazonas — bacia que nasce em Manoel Urbano, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus | Modelo de manejo em bacia compartilhada e experiência com financiamento empresarial de manejo pesqueiro | parcial — site retornou erro 403 |
| Coletivo do Pirarucu | Fórum de articulação, não executora. Incidência política nacional pela cadeia do pirarucu manejado. Conquistas: o PSA Pirarucu e a inclusão do pescado manejado na certificação orgânica | Não. Bacias do Purus, Negro, Juruá e Solimões, em 17 municípios do Amazonas | O melhor ponto de entrada barato da pauta. Levar associações acreanas para dentro do Coletivo custa passagem e articulação, não emenda — e cria o argumento de que o Acre precisa entrar no PSA Pirarucu | confirmado |
| FAS — Fundação Amazônia Sustentável | Assessoria técnica e infraestrutura para manejo de pesca, feiras de peixe manejado e operação de editais de terceiros — é gestora de chamadas de bioeconomia para MMA, governos estaduais e o KfW | Não. Amazonas principalmente; opera editais para a Amazônia Legal e o Mato Grosso | Monitorar as chamadas que ela opera. Pescadores de projetos apoiados pela FAS tiveram 66% de aumento de renda entre 2016 e 2020, com renda média de R$ 2.349,57 | confirmado quanto à lista de editais e à ausência de linha para pesca no Acre |
| Conservação Internacional (CI-Brasil) | Apoiou a construção do Protocolo de Monitoramento dos Acordos de Pesca na Amazônia, pelo projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL/GEF). Workshop em novembro de 2024, em Manaus, com diagnóstico de mais de 270 entrevistas | Não localizada | Se existe protocolo nacional de monitoramento de acordos de pesca, os 19 acordos do Acre deveriam estar nele. Vale ofício pedindo a inclusão do estado no escopo | parcial |
| SOS Amazônia | ATER e ATES, cadeias da sociobiodiversidade, sistemas agroflorestais, brigadas contra fogo, governança comunitária. Atua na Resex Alto Juruá, com ATES para 1.200 famílias, e ATER agroecológica para 800 famílias ribeirinhas do Vale do Juruá | Sim. É a maior ONG socioambiental sediada no Acre | Candidata natural a organização-ponte: tem capacidade executora comprovada e CNPJ apto a captar Fundo Amazônia — mas não tem projeto nem know-how de pesca. O desenho realista é proponente local com método técnico importado | confirmado — portfólio lido diretamente |
| IEB — Instituto Internacional de Educação do Brasil | Formação de atores sociais, fortalecimento de organizações comunitárias e operação de editais. Programas: Territorialidades, Enraizando Amapá, Projeto Entre Ciências | Não localizada | Fortalecimento institucional de associações. A área de oportunidades precisa ser monitorada manualmente | parcial — área de oportunidades com erro 403 |
| Rare Brasil, Instituto Peabiru, ISA | Rare: programa Fish Forever, exclusivamente costeiro-marinho, hoje concentrado no Pará. Peabiru: Grande Belém, Marajó e Nordeste Paraense. ISA: Rio Negro, Xingu, Amazônia geral e Vale do Ribeira | Não, em nenhum dos três | Descartar. Registrados para fechar a hipótese e evitar que voltem à mesa | confirmado nos dois primeiros; parcial no ISA |
| Imaflora e TNC Brasil | Imaflora opera certificação FSC e Rainforest; TNC tem a Amazônia entre três regiões prioritárias e uma iniciativa de água | Não localizada | Verificar diretamente antes de descartar. Certificação e rastreabilidade de pescado seriam aderentes, mas isso não foi confirmado e não deve ser afirmado | não verificado — sites inacessíveis na consulta |
Movimentos e representação da categoria
Aqui a leitura não é de financiamento, e sim de posicionamento. Nenhuma dessas organizações é prestadora de serviço ou financiadora — todas são interlocutoras políticas, e escolher uma tem consequência.
| Organização | O que é e o que faz | Contato | Confiança |
|---|---|---|---|
| MPP — Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil | Movimento social nacional autônomo. Incidência e formação política, denúncia de violações, assento no CONDRAF. Bandeira histórica: a Campanha pelo Território Pesqueiro. Pauta de 2026 verificada: acesso digital ao RGP e seguro-defeso — exatamente a dor acreana. Base no Acre não localizada | contato@mppbrasil.org.br | confirmado quanto à pauta; não verificado quanto à presença no Acre |
| CPP — Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CNBB) | Pastoral social da Igreja Católica. Acompanhamento de comunidades, formação — mantém o centro "Recanto do Pescador", em Olinda/PE —, defesa territorial e do direito à consulta prévia. Assembleia Nacional de 3 a 7 de fevereiro de 2026, em Luziânia/GO, com eleição de nova diretoria. Base no Acre não localizada | Sede: Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante, 4688, 1º andar, Rio Doce, Olinda/PE, CEP 53.040-125 | confirmado quanto à assembleia e à sede |
| FEPEAC — Federação dos Pescadores do Estado do Acre | Federação estadual. Presidente Elenildo de Souza Nascimento, posição registrada em abril de 2025 — confirmar vigência. Denunciou publicamente a CBPA por descontos indevidos em benefícios, alegando prejuízo de R$ 6 bilhões à Previdência: pescadores eram informados de que o pagamento de R$ 84,00 mensais era obrigatório para ter direito ao seguro-defeso, o que ele afirma ser falso. Cerca de 50 ações judiciais movidas por pescadores acreanos pedindo devolução e danos morais | Página institucional no Facebook. Telefone e e-mail não localizados | parcial |
| FETAP-AC — Federação dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura do Estado do Acre | Segunda estrutura estadual identificada, distinta da FEPEAC. Presidente indicado: Charles Guimarães dos Santos. A Colônia de Cruzeiro do Sul teria se filiado | não localizado | não verificado — fonte primária retornou erro 503. Não usar publicamente sem confirmação |
| CNPA e CBPA — nível confederativo | A CNPA atua em direitos previdenciários e trabalhistas, regulação ambiental, regularização fundiária, crédito e ATER, por coordenadores regionais. O site não lista federações filiadas nem menciona o Acre. A CBPA é entidade distinta, alvo da denúncia da FEPEAC | Site da CNPA | parcial. Status jurídico das acusações contra a CBPA não verificado |
| ANP — Articulação Nacional das Pescadoras | Citada na literatura da pauta como articulação de mulheres pescadoras, associada ao MPP e ao CPP | não localizado | não verificado — nenhuma fonte confirmada. Nada deve ser afirmado sobre ela |
Há duas federações estaduais aparentes no Acre, litígio entre a federação acreana e a confederação nacional sobre descontos em benefícios, e cerca de 50 ações judiciais em curso. Não existe interlocutor único e incontestado da categoria no estado. Qualquer aproximação do mandato com "a representação dos pescadores" cai dentro desse conflito.
Some-se a isso que o MPP é crítico do modelo de colônias e da CBPA. Alinhar o mandato à bandeira nacional do MPP — RGP digital e seguro-defeso, que é exatamente o gargalo acreano — dá lastro imediato, mas pode gerar atrito com a estrutura confederativa.
O que fazer antes de qualquer evento público: mapear de que lado está cada colônia, e confirmar em fonte primária a existência e a liderança da FETAP-AC.
Cooperação internacional e agências multilaterais
| Organização ou programa | Situação e alcance | Para quê serve |
|---|---|---|
| PNUD + Green Climate Fund — Projeto Floresta+ Amazônia | Ativo, executado pelo MMA com o PNUD, cobrindo os nove estados da Amazônia Legal. A home lista pescadores artesanais entre os públicos da modalidade Comunidades. parcial — a página da modalidade não repete a menção | É a principal fonte federal de PSA operando na Amazônia. Prazos e recortes de cada chamada em Carbono e PSA — inclusive as duas em que o Acre ficou de fora |
| PSA Pirarucu — MMA/SNB + PNUD (Floresta+) | R$ 15 milhões, cerca de 5.000 manejadores, mais de 40 organizações comunitárias, 41 terras indígenas e unidades de conservação. Restrito ao Amazonas | Bandeira política pronta: por que o PSA Pirarucu remunera manejadores no Amazonas e não no Acre, se o pirarucu é o mesmo e as bacias são as mesmas? |
| FAO — Diretrizes Voluntárias para a Pesca de Pequena Escala | Aprovadas pelo COFI em 2014, publicadas em português em 2015, adotadas por 143 países, incluindo o Brasil. Desdobramento nacional: o documento "Pesca Vital", de seminário em junho de 2016. Projeto operacional da FAO no Brasil em 2026 não localizado | Fundamentação normativa, não fonte de recurso. Serve para justificar projeto de lei, requerimento e emenda com respaldo de compromisso internacional assumido pelo Brasil |
| USAID | Operações congeladas desde 26/01/2025, por decisão do governo dos Estados Unidos. Era a 4ª maior doadora para conservação na Amazônia: desde 2015 investiu US$ 445 milhões, e em 2024 destinou US$ 22,6 milhões ao Brasil, dos quais cerca de US$ 14 milhões para proteção ambiental. Estimativa de ao menos R$ 84 milhões em projetos ambientais comprometidos | Tratar como fonte encerrada. Não incluir a USAID em nenhuma proposta. O vazio não foi preenchido por nenhum outro doador identificado |
| GIZ e KfW — Cooperação Alemã | O KfW financia o projeto "Sociobioeconomia na Amazônia", operado com a FAS e articulado ao PROSPERA. O edital de 31/03, com propostas de até R$ 500 mil, está encerrado e não menciona pesca nem cita o Acre. O guarda-chuva do programa inclui pescado manejado entre as cadeias | Monitorar as chamadas operadas pela FAS. O KfW é também a via financeira do REM Acre |
| GEF — ASL / Paisagens Sustentáveis da Amazônia | Fundo multilateral com o Banco Mundial como implementador. Financiou a construção do Protocolo de Monitoramento dos Acordos de Pesca na Amazônia. Atuação no Acre e chamada aberta em 2026 não localizadas | Porta para inserir os acordos de pesca acreanos no protocolo nacional |
| Fundo Amazônia — camada de pesca | Dois projetos com componente de pesca alcançaram o Acre, e ambos estão concluídos: o Pesca Sustentável (WWF, R$ 3.205.943,00, concluído em 31/12/2017) e o Projeto Integrado da Amazônia (Embrapa e Fundação Eliseu Alves, R$ 33.691.380,00, com "Pesca e Aquicultura" como uma das quatro vertentes e 6 projetos selecionados) | Não há projeto de pesca do Fundo Amazônia ativo no Acre. Em abril de 2025 o fundo anunciou R$ 39 milhões para pequenos produtores e extrativistas de óleos vegetais, açaí e pescado — detalhamento sobre o Acre não verificado |
| Banco Mundial, BID e Green Climate Fund direto | O Banco Mundial aparece só indiretamente, como agência do GEF/ASL. O BID não verificado. O GCF não recebe propostas de organizações locais: opera por entidades acreditadas | A porta de entrada relevante do GCF para esta pauta é o Floresta+ via PNUD |
Fundações e institutos empresariais
O detalhamento de valores, prazos e exigências está em Fundos e como submeter. Aqui vale registrar apenas a relação de cada um com a pauta:
- Fundo Casa Socioambiental — apoia grupos comunitários de base, inclusive sem estrutura formal robusta, que é o perfil de colônia do interior do Acre. Já teve apetite explícito pela pauta: a chamada "Transição Energética Justa e Fortalecimento da Pesca Artesanal", dirigida a Norte e Nordeste, encerrou em maio de 2024 e não teve sucessor localizado. Na chamada Mata Atlântica Viva de 2026, pescadores artesanais constam explicitamente entre os públicos. Cadastrar as colônias no mailing e pedir aviso da próxima rodada Norte/Amazônia.
- Fundação Banco do Brasil — o instrumento aderente é o Prêmio de Tecnologia Social, que financia a reaplicação de solução já validada. Permite levar manejo de pirarucu ou beneficiamento de pescado a um novo território. parcial — o ciclo vigente em 2026 precisa ser reconfirmado no portal antes de qualquer comunicação.
- iCS — Instituto Clima e Sociedade — ativo, mas sem linha de pesca. O programa de desenvolvimento institucional, com a SimbiOSC, é relevante para fortalecer a governança de uma associação.
- Petrobras Socioambiental — financiou o "Raízes do Purus", da OPAN com o povo Paumari, que sustenta o manejo de pirarucu desde a primeira pesca manejada em 2013. É o único financiador empresarial com histórico comprovado de bancar manejo de pirarucu em bacia que nasce no Acre, e lista pescadores entre os públicos prioritários do programa.
- Fundo Vale — não publica editais nem prazos; acesso por relacionamento institucional.
- Fundo Dema, Fundo Podáali, Fundo Babaçu, Instituto Votorantim, Itaú Social — não verificados ou com aplicabilidade nula ao Acre. O Fundo Dema atua no Pará; o Podáali apoia exclusivamente organizações indígenas.
Universidades e institutos de pesquisa
UFAC, IFAC e Embrapa Acre não apresentam linha visível de pesca, aquicultura ou ictiologia — em um estado com cerca de 21.350 pescadores registrados. Toda a competência técnica precisa ser importada do Amazonas ou do Pará. Isso é uma restrição prática para montar rede em edital que exige instituição de ciência e tecnologia, como o Desafio 5 da Amazônia+10.
não verificado — a ausência de grupo de pesquisa na UFAC não está provada: a home não detalha grupos, e a verificação no diretório do CNPq e na Pró-Reitoria de Pesquisa ficou pendente. Confirmar antes de afirmar publicamente.
- IFAC — mantém portal próprio de editais de extensão, canal a monitorar para projetos em comunidades pesqueiras. Contato: reitoria@ifac.edu.br, (68) 2106-6834.
- Embrapa Acre — áreas em destaque são pecuária, florestas e fruticultura. Linha de piscicultura não localizada. Contato: (68) 3212-3200, BR-364, km 14, Rio Branco.
- Embrapa nacional — executou, com a Fundação Eliseu Alves, o Projeto Integrado da Amazônia, com vertente de Pesca e Aquicultura e cobertura incluindo o Acre. Concluído. Há também projeto de monitoramento e manejo participativo da pesca artesanal em TO, PA e RR — que não inclui o Acre.
- INPA — coleções científicas e pós-graduação em Manaus; grupo dedicado a pesca não identificado na home. parcial.
- UFPA e FADESP — executaram a Chamada Pública nº 01/2026 das Culturas da Pesca Artesanal, com R$ 2.341.800,00 e 114 propostas contempladas no país. Abrangência inclui rios, lagos, várzeas e igarapés, e o Acre é elegível. não verificado — quantas das 114 são do Acre. Descobrir esse número é ação de baixo custo e alto valor simbólico.
A sede da Colônia de Pescadores de Cruzeiro do Sul foi reformada e reinaugurada em 12/03/2022, com obra de R$ 522 mil, incluindo sala de aula climatizada para até 90 alunos para cursos profissionalizantes. É infraestrutura de formação instalada e subutilizada.
A combinação IFAC mais essa sala é um curso técnico de manipulação e beneficiamento de pescado esperando para acontecer, com custo próximo de zero em infraestrutura. É a proposta de menor custo marginal de todo o dossiê.
Cooperativismo: colônia e cooperativa não são a mesma coisa
Colônia de pescadores e cooperativa são naturezas jurídicas distintas e complementares. A colônia é entidade de representação sindical da categoria; a cooperativa é sociedade de pessoas para atividade econômica — comercialização, beneficiamento, compra conjunta. Uma não se converte na outra: a cooperativa é constituída em paralelo, em geral pelos mesmos associados.
não verificado O detalhamento normativo do processo — Lei nº 5.764/1971, quórum mínimo, assembleia de constituição, registro na Junta Comercial e na OCB — não foi verificado nesta apuração. E o Sistema OCB/Sescoop no Acre não pôde ser localizado: os domínios testados não resolveram DNS e a página estadual retornou erro 404. Endereço, telefone, direção e número de cooperativas de pesca registradas no estado seguem não localizados, e precisam ser obtidos por contato com o Sistema OCB nacional.
Caso de referência amazônico: a ASPROC, Associação dos Produtores Rurais de Carauari, no Médio Juruá, organiza produção, beneficiamento e comercialização direta do pirarucu manejado, com marca própria, rompendo a dependência do atravessador. Trabalha com o Instituto Juruá e as associações do Médio Juruá. parcial — o site retornou erro 403 e os números da rede vêm de sumarização de busca.
Benchmark de política estadual: o Governo do Pará teve sua política pública de Acordos de Pesca premiada em 2026 pelo Prêmio de Serviço Público da ONU, na categoria de participação e engajamento público para tomada de decisão inclusiva. É o argumento pronto para uma política análoga no Acre — que já tem 19 acordos construídos e apenas 7 regulamentados.
Quem procurar no Acre
| Quem | O que é | Contato | Para quê | Confiança |
|---|---|---|---|---|
| SOS Amazônia | Maior ONG socioambiental sediada no Acre, com histórico de execução de projetos do Fundo Amazônia | Rua Pará, 61, Habitasa, Rio Branco/AC, CEP 69.905-082 · (68) 3223-1036 | Ser a organização-ponte, o proponente institucional de um projeto de pesca. Precisa de parceiro técnico externo | confirmado |
| COLPAC Z-8 — Colônia de Rio Branco | Colônia de Pescadores e Aquicultores de Rio Branco, bairro Cadeia Velha, com cerca de 1.100 associados e sede revitalizada pelo Governo do Acre | Presidente, endereço completo e telefone não localizados | Base de mobilização na capital | parcial |
| COLPAF — Colônia de Feijó | Colônia de Pescadores e Aquicultores de Feijó, parceira histórica do projeto do WWF e dos acordos de pesca do rio Envira | não localizado | Reativar os 19 acordos de pesca. Há registro de acordo no Lago do Horácio, bacia do Envira, aprovado pelo IMAC com a comunidade do Porto Rubinho, com limite de 15 kg por viagem e malha de 35 mm | parcial |
| Colônia de Cruzeiro do Sul | Sede reformada em 2022, com R$ 522 mil, incluindo sala de aula para 90 alunos | Via SEOP: (68) 3215-3000 · gabinete.seop@ac.gov.br | Sediar curso técnico. Ativo ocioso | confirmado |
| FEPEAC | Federação dos Pescadores do Estado do Acre. Presidente Elenildo de Souza Nascimento, em abril de 2025 | Página institucional no Facebook. Telefone e e-mail não localizados | Interlocução estadual. Em litígio com a CBPA | parcial |
| FETAP-AC | Segunda federação estadual aparente | não localizado | Confirmar existência e liderança antes de qualquer contato | não verificado |
| IFAC | Rede federal de ensino técnico no Acre, com portal próprio de editais de extensão | reitoria@ifac.edu.br · (68) 2106-6834 | Curso técnico de manipulação e beneficiamento de pescado; projeto de extensão | parcial |
| UFAC | Universidade federal do estado | Canal "Fale Conosco" no portal institucional | Verificar grupos de pesquisa em ictiologia e recursos pesqueiros — e habilitar a UFAC como ICT executora em rede de edital | não verificado |
| Embrapa Acre | Unidade da Embrapa em Rio Branco | (68) 3212-3200 · BR-364, km 14, Rio Branco/AC | Assistência técnica. Linha de piscicultura não confirmada | confirmado quanto ao contato |
| Diocese de Rio Branco e Prelazia de Cruzeiro do Sul | Via de entrada para o CPP no Acre | não localizado | Verificar se existe equipe do CPP ou pastoral da pesca constituída no estado. A via de aproximação rápida não é a sede em Olinda | não verificado |
Quem procurar fora do Acre, em nome do Acre
| Quem | Contato | O pedido |
|---|---|---|
| Coletivo do Pirarucu | coletivopirarucu@gmail.com | Inserir associações acreanas na articulação nacional e pleitear a extensão do PSA Pirarucu ao Acre. Fórum aberto, e-mail público, com duas vitórias nacionais no currículo |
| Instituto Mamirauá — Programa de Manejo de Pesca | pesca@mamiraua.org.br | Formação de manejadores acreanos: curso, intercâmbio em Tefé ou oficina de metodologia contratada |
| Instituto Juruá | Formulário de contato no site | Cooperação de bacia entre o Juruá acreano e o Juruá amazonense |
| Projeto Floresta+ Amazônia (PNUD/GCF) | Portal do programa | Adesão ao PSA em territórios coletivos, para as cinco comunidades elegíveis de Feijó e Santa Rosa do Purus, e pleito de inclusão do Acre nas chamadas em que ficou de fora |
| Fundo Casa Socioambiental | Página de chamadas | Cadastro no mailing e pedido de aviso da próxima rodada Norte/Amazônia. Já teve chamada de pesca artesanal para o Norte |
| MPP Brasil | contato@mppbrasil.org.br | Alinhamento à pauta nacional de RGP digital e seguro-defeso, com consciência do custo político descrito acima |
| CPP / CNBB, sede nacional | Av. Gov. Carlos de Lima Cavalcante, 4688, Olinda/PE | Formação e assessoria; identificar regional ou equipe no Norte |
| FAS — Fundação Amazônia Sustentável | Página de oportunidades da sociobioeconomia | Monitorar as chamadas do PROSPERA e do KfW que a FAS opera |
| Rare Brasil e Instituto Peabiru | brazil@rare.org · peabiru@peabiru.org.br, (91) 3122-9590 | Descartar. Rare é costeiro-marinha com foco no Pará; Peabiru atua só no Pará |
Ressalvas desta página
- O orçamento de buscas do levantamento original esgotou-se antes de completar a varredura. Vários itens ficaram não verificados e não devem ser tratados como inexistentes.
- Sites que retornaram erro na consulta e impediram confirmação em fonte primária: OPAN, Imaflora, IEB na área de oportunidades, Fundo Dema, Podáali, Petrobras Socioambiental, ASPROC e a agência de notícias do Governo do Acre.
- Onde um dado veio de resultado de busca sem confirmação na fonte primária, isso está sinalizado no próprio item — em especial os números da rede do pirarucu e a liderança da FETAP-AC.
- A elegibilidade explícita de pescadores artesanais na modalidade Comunidades do Floresta+ é parcial: a home do programa os lista entre os públicos, a página da modalidade não repete a menção. Ler o edital antes de prometer qualquer coisa a uma colônia.
- Nenhum nome de organização, valor, contato ou endereço nesta página foi inferido. Onde não há fonte, está escrito que não foi localizado.
Fontes
- Fundo Amazônia — Projeto Pesca Sustentável (WWF-Brasil / Acre)
- Fundo Amazônia — Projeto Integrado da Amazônia (Embrapa)
- WWF-Brasil — Acordos de pesca aumentam a produtividade do pirarucu no Acre
- Instituto Mamirauá — Programa de Manejo de Pesca
- Instituto Juruá — Sobre
- OPAN — Pirarucu legal e viável
- Coletivo do Pirarucu
- Coletivo do Pirarucu — Projeto piloto de pagamento por serviços ambientais
- FAS — Oportunidades em sociobioeconomia
- SOS Amazônia — Institucional e portfólio
- Conservação Internacional — Protocolo de monitoramento de acordos de pesca
- Rare — Pesca para Sempre no Brasil
- Instituto Peabiru
- MPP — Movimento dos Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil
- CPP — Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras
- CIMI — CPP encerra Assembleia Nacional (fev/2026)
- CNPA — Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores
- Juruá em Tempo — Presidente da FEPEAC denuncia descontos em benefícios de pescadores
- Projeto Floresta+ Amazônia
- Mamirauá — 5 mil manejadores de pirarucu serão remunerados por serviços ambientais
- FAO — Diretrizes Voluntárias para a Pesca de Pequena Escala
- ((o))eco — Fim da USAID compromete ao menos R$ 84 milhões em projetos ambientais no Brasil
- InfoAmazonia — Efeitos dos cortes da USAID para organizações da Amazônia
- FAS — Nova onda de financiamento estruturado para bioeconomia (KfW)
- Fundo Casa Socioambiental — Chamadas
- Captadores — Chamada do Fundo Casa para Norte e Nordeste
- Fundação Banco do Brasil — Portal Transforma
- iCS — Instituto Clima e Sociedade
- IFAC — Instituto Federal do Acre
- IFAC — Portal de editais
- Embrapa Acre
- FADESP — Chamada Pública nº 01/2026, Culturas da Pesca Artesanal
- SEOP/AC — Colônia de pescadores de Cruzeiro do Sul
- Agência de Notícias do Acre — Revitalização da colônia de Rio Branco
- SEMAS/PA — Política de acordos de pesca do Pará vence prêmio da ONU
- ASPROC — Projeto de manejo do pirarucu