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Pesquisa: outros complementos e manejos para gastar menos ração no tambaqui
Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta, com link; INF estimativa ou conta desta ficha, com a conta à mostra; NE buscado e não encontrado. Onde a fonte foi lida só pelo resumo, a marca diz "pelo resumo". Esta ficha não trata de…
- Resposta curta
- Base de comparação: o hectare do projeto 13
- 1. Manejo alimentar sem ingrediente novo
- 2. Larva de mosca-soldado-negra
- 3. Plantas aquáticas
- 4. Perifíton
- 5. Parte aérea da mandioca e outras forrageiras proteicas
- 6. Frutos e sementes da várzea e da roça
- 7. Ração de maior proteína mais grão ou farelo da propriedade
- 8. Minhoca, cupim e larvas atraídas por luz
- 9. Policultivo e sistemas integrados
- 10. Outras que a busca mostrou
- Tabela-síntese: o hectare do projeto 13
- As três que valem teste no Acre
- O que não fazer
- O que é verificado, o que é estimativa e o que ficou sem resposta
Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta, com link; INF estimativa ou conta desta ficha, com a conta à mostra; NE buscado e não encontrado. Onde a fonte foi lida só pelo resumo, a marca diz "pelo resumo".
Esta ficha não trata de ingrediente dentro da fórmula (projeto 04, Parte B) nem de cama de frango como adubo (outros dois levantamentos desta pasta).
Resposta curta
- O que é comprovado em viveiro (trato por tabela e adubação) já está dentro do orçamento do projeto 13. Não é dinheiro novo.
- Tudo o que é novo é hipótese. Se um teste der certo, o teto fica entre R$ 2.000 e R$ 3.500 por ciclo, de 4% a 7% da ração.
- Não existe ensaio publicado de nenhuma dessas alternativas com tambaqui acima de 800 g em viveiro, que é quem come 79% da ração.
- Fruta, semente, folha, minhoca, luz e árvore na beira do viveiro não baixam a conta de ração de um hectare.
Base de comparação: o hectare do projeto 13
| Item | Valor |
|---|---|
| Juvenis | 2.850 |
| Peixe colhido | 5.130 kg em 13 meses |
| Conversão alimentar | 2,0 |
| Ração | 10.260 kg a R$ 5,00 = R$ 51.300 (84,5% do custeio) |
| Ração do mês 6 em diante | 8.066 kg = R$ 40.333 |
1. Manejo alimentar sem ingrediente novo
O que é: mexer só em quanto, quando e que ração se dá. Não exige plantar nem criar nada.
1.1 Jejum de 1 a 2 dias por semana (restrição com ganho compensatório)
| Ensaio | Peixe | Onde | Resultado | Fonte |
|---|---|---|---|---|
| Embrapa em Manaus, boletim de 2022 | 5,2 g, 60 dias | tanque de 70 L, laboratório | 1 dia de jejum por semana não reduziu peso final nem ganho. De 2 dias em diante houve perda, sem ganho compensatório | FV Boletim de Pesquisa 43 |
| Dissertação Ufam com Embrapa | 25,9 g, 45 dias | bacia de 70 L, laboratório | até 2 dias de jejum: ganho compensatório parcial; custo com ração até 36,8% menor | FV tede.ufam 8584 |
| Artigo de 2018 | 8 g, 60 dias, peso final de 25 a 30 g | tanque-rede de 0,5 m³ dentro de viveiro | 5 dias de trato e 2 de jejum: conversão de 4,14 para 2,40, sem diferença significativa de peso | FV SciELO |
| Instituto federal do Amazonas, 2023 | 229 g, 60 dias | 12 viveiros escavados de 20 m³, ração de 28% | trato diário: 273,7 g finais e conversão 1,79. Com 2 dias de jejum por semana: 269,4 g e conversão 2,03 (sem diferença estatística, mas ganho diário de 0,94 g contra 1,30 g). Dia sim, dia não: 253,8 g, pior. Os autores recomendam trato diário | FV RECIMA21 |
| Síntese da Embrapa no Amazonas, 2023 | juvenil e engorda | resumo de projeto | juvenil: até 2 dias de jejum, custo até 35% menor. Engorda: até 1 dia de jejum, ganho compensatório parcial; "nessa fase, a economia de ração é menos proeminente" | FV Alice Embrapa, doc 1152682, lido pelo resumo |
Leitura franca: - A economia grande (até 35% a 37% do custo com ração) é de laboratório, com peixe de 5 a 26 g. Nessa fase o projeto 13 gasta 444 kg de ração (4% do total). - No único ensaio em viveiro com peixe maior (229 g), o jejum não deu economia: a conversão não melhorou e o peixe ganhou menos. - Para peixe acima de 800 g, que come 79% da ração, não há número publicado de economia NE. A própria Embrapa diz que é "menos proeminente". - A notícia da Embrapa de 11/02/2025 sobre manejo alimentar em tanque-rede estava fora do ar em 03/10/2026 NE.
Conta para o hectare do projeto 13, como hipótese INF: 1 dia de jejum por semana do mês 6 ao 12.
| Cenário | Conta | Ração a menos | R$ |
|---|---|---|---|
| Peixe compensa quase tudo; sobra 5% de economia | 8.066 × 0,05 | 403 kg | 2.017 |
| Peixe não compensa e chega 3% mais leve | 5.130 × 0,03 × R$ 15 | perde 154 kg de peixe | menos 2.309 |
Os dois efeitos têm o mesmo tamanho. O saldo esperado é perto de zero. Veredito: promissor só para teste, com ganho pequeno. O ganho certo do dia sem trato é outro: um dia de folga por semana e viveiro com menos carga orgânica.
1.2 Taxa de arraçoamento por tabela, e não até a saciedade
Ensaio da Embrapa em Palmas, em 16 viveiros de 300 m², com tambaqui de 95 a 350 g, 84 dias FV (Aquaculture Reports, 2024; versão aberta em Research Square):
| Trato | Ração por viveiro | Conversão | Peso final |
|---|---|---|---|
| 3% do peso vivo por dia | 104,4 kg (2 vezes ao dia) e 97,8 kg (3 vezes) | 1,5 | 341 g |
| 4% do peso vivo por dia | 127,2 kg e 132,5 kg | 1,8 e 1,7 | 354 a 366 g, sem diferença estatística |
Conta: média de 101,1 kg contra 129,9 kg. São 22% de ração a menos para o mesmo peixe INF (sobre dado FV). O peixe com 3% tinha mais alimento natural no estômago e menos gordura na carcaça.
Limite: só até 350 g. Para o peixe de 800 g a 2 kg não há ensaio de taxa em viveiro NE.
No projeto 13: a tabela mês a mês já dá cerca de 1,9% do peso vivo por dia no mês 1 (6 kg ÷ 311 kg) e 0,8% no mês 12 (39 ÷ 5.130). O plano já está abaixo de 3%. A economia aqui não é nova: é a mesma dos R$ 5.130 de "conversão de 2,0 para 1,8" já contados no projeto 13. Vale como prova de que dar ração a mais não faz o peixe crescer mais.
Veredito: comprovado em viveiro, na fase de 95 a 350 g.
1.3 Frequência de trato
No mesmo ensaio, 2 ou 3 tratos por dia deram o mesmo crescimento e a mesma conversão FV. A síntese da Embrapa no Amazonas aponta um trato por dia para juvenis FV (pelo resumo). Não economiza ração; economiza trabalho. Veredito: comprovado, sem efeito em ração.
1.4 Menos ração em viveiro adubado
Ensaio da Embrapa em Palmas com a universidade paulista: 8 viveiros de 600 m², de 94 g a 1,7 kg em 10 meses, 6,2 t por hectare (o resumo dá 0,55 peixe por m²; o artigo-irmão de 2025 dá 4.000 por hectare, que é o que fecha com a produtividade) FV (Fishes, 2024; PDF aberto em Alice Embrapa):
| Medida | Viveiro adubado | Sem adubo |
|---|---|---|
| Peso final | 1.697 g | 1.628 g (sem diferença) |
| Conversão alimentar | 2,04 | 2,22 |
| Ração por viveiro de 600 m² | 756 kg | 823 kg |
| Parte do músculo formada a partir do plâncton | 39,4% | 10,7% |
| Custo de ração, adubo e trabalho | US$ 395 | US$ 366 |
Três leituras: 1. É o único ensaio que acompanha o tambaqui até perto do peso de abate. A economia medida de ração é de 8% (756 ÷ 823 = 0,92), não de 30% a 50%. O plâncton formou 39% do músculo, mas o peixe comeu quase a mesma ração. 2. Com adubo químico (ureia, superfosfato e farelo de arroz a cada duas semanas), o custo total subiu 8,2%: o adubo custou mais que a ração poupada, com ração a R$ 2,26 a 2,58 por kg (preço de Palmas em janeiro de 2020). 3. Com ração a R$ 5,00 no Acre a conta muda INF. O projeto 13 já usa conversão 2,0, que é a do viveiro adubado. Sem adubar, a conversão esperada é 2,2: 10.260 × 2,22 ÷ 2,04 = 11.165 kg, ou 905 kg a mais, R$ 4.525. O adubo do projeto 13 custa R$ 600. Saldo de R$ 3.925, se o viveiro do Acre repetir o resultado de Palmas. Essa economia já está no orçamento.
Veredito: comprovado em viveiro, com 8% a 9% de economia de ração. Adubo barato da propriedade melhora o saldo; é o assunto dos outros dois levantamentos desta pasta.
1.5 Ração de 24% a 26% de proteína na terminação
- Em laboratório, com juvenis de 30 g, dietas de 23% a 29% de proteína digestível com mais amido foram comparadas por 90 dias FV (J. Anim. Physiol. Anim. Nutr., 2024); o resultado por nível não foi lido nesta pesquisa.
- Ensaio em viveiro, com peixe acima de 800 g, comparando 24% ou 26% com 28%: não localizado NE.
- Diferença de preço entre ração de 24% e de 28% posta em Rio Branco: não apurada NE.
Conta de equilíbrio INF: se a ração de 24% custar R$ 0,25 a menos por kg, a economia é de 8.066 × 0,25 = R$ 2.017. Basta a conversão piorar 5% (0,25 ÷ 5,00) para a economia sumir. O dado do item 1.4 dá uma pista a favor: em viveiro adubado o plâncton, que tem muita proteína, forma 39% do músculo.
Veredito: promissor para teste, sem ensaio de campo. Só em viveiro adubado, com viveiro-testemunha.
2. Larva de mosca-soldado-negra
O que é: a larva da mosca Hermetia illucens come resíduo orgânico e vira alimento com cerca de 40% de proteína e 30% de gordura na matéria seca FV (Animals, 2023, PMC9913684). A mosca adulta não pousa em comida nem pica.
Evidência em tambaqui
| Ensaio | Peixe | Onde | Resultado | Fonte |
|---|---|---|---|---|
| Larva inteira fresca no lugar da ração | 115 g, 120 dias | tanque de 800 L, recirculação | metade larva e metade ração: mesmo crescimento e mesmo rendimento de carcaça que só ração. Só larva: pior. Mais gordura visceral e triglicerídeo no sangue; filé mais bem aceito na prova de sabor | FV (pelo resumo) Aquaculture Journal, 2022 |
| Farinha integral de larva dentro da ração | 53 g, 60 dias | recirculação, laboratório | melhor nível: 10,5% a 11,6% da ração; conversão 1,26. A ração com larva saiu mais cara (US$ 0,93 para US$ 1,02 por kg), mas rendeu mais peixe | FV PMC9913684 |
| Farinha desengordurada dentro da ração | juvenil | laboratório | até 30% sem prejuízo | FV (pelo resumo) Aquaculture Research, 2022 |
| "Ração amazônica": larva mais crueira, raspa e folha de mandioca | 24,6 g, 60 dias | tanque de 150 L | sem rejeição nem morte, mas conversão pior: 1,76 contra 1,33 da ração comum. Filé amarelado pela folha | FV Animals, 2024; dissertação Ufam |
Leitura franca: o ensaio que interessa à família é o primeiro, porque usa larva fresca, sem fábrica, e peixe de 115 g. É um ensaio só, em tanque, e parou antes de 1 kg. Não há ensaio em viveiro nem com peixe de engorda NE. A base em que a metade foi medida (peso fresco ou matéria seca) não foi lida NE.
Quanto rende e quanto resíduo pede
- Rendimento: perto de 200 kg de larva fresca por tonelada de resíduo (20%), em 11 a 12 dias de engorda da larva FV (pelo resumo de busca) (portal de aquicultura). O que sobra vira composto.
- A larva fresca tem muita água. Esta ficha adota 35% de matéria seca INF; a ração tem 90%.
Conta para trocar 10% da ração do mês 6 ao 12 INF:
| Passo | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Ração a trocar | 8.066 × 0,10 | 807 kg |
| Matéria seca equivalente | 807 × 0,90 | 726 kg |
| Larva fresca necessária | 726 ÷ 0,35 | 2.075 kg |
| Resíduo necessário | 2.075 ÷ 0,20 | 10.375 kg em 210 dias |
| Resíduo por dia | 10.375 ÷ 210 | 49 kg por dia |
| Larva colhida por dia | 2.075 ÷ 210 | 10 kg por dia |
| Ração poupada | 807 × R$ 5,00 | R$ 4.033 |
O gargalo é o resíduo: 49 kg por dia, todo dia, por sete meses. Só fecha com casa de farinha ao lado (crueira e casca), pocilga, ou sobra de fruta em volume.
Como montar INF (prática de manuais, não conferida em fonte nesta pesquisa)
- Um telheiro sombreado de 15 a 20 m², com caixas ou canteiros rasos de alvenaria com rampa de saída para a larva madura cair num balde.
- Uma gaiola telada com luz do sol para as moscas acasalarem, e papelão ondulado ou ripas para a postura.
- Camada de resíduo de 5 a 10 cm, renovada todo dia. Resíduo úmido, não encharcado.
- Trabalho: cerca de 1 hora por dia. Em 210 dias são 210 horas, 26 diárias de 8 horas.
- Material: R$ 1.500 a 3.000, sem cotação. Em cinco ciclos, R$ 300 a 600 por ciclo.
Regra para uso em alimentação animal
Ofício-circular do Ministério da Agricultura de 07/07/2023 FV (Ofício-Circular 33/2023): - quem processa inseto (seca, mói, vende farinha) tem de ter registro de fabricante na área de alimentação animal; - quem só cria, sem processar, não está sujeito a esse registro, mas tem de estar regular no órgão competente; - só valem as espécies da lista de ingredientes autorizados pelo ministério; - o estabelecimento registrado tem de especificar o substrato. As regras do substrato (item 7 do ofício) não foram lidas nesta pesquisa NE.
Leitura prática INF: criar a larva e dar ao próprio peixe, sem vender, não pede registro de fábrica. Vender larva seca ou farinha pede.
Risco
- Substrato sujo passa contaminante: carcaça, esterco humano, resíduo com agrotóxico, vermífugo ou antibiótico não entram.
- Larva é gorda. Em excesso engorda a víscera do peixe FV (no ensaio).
- Criação parada atrai mosca comum e mau cheiro.
- Oferta irregular: se o resíduo falha, a larva falha, e o peixe precisa da ração de volta no mesmo dia.
Veredito: promissor para teste. É a única alternativa nova com ensaio em tambaqui acima de 100 g que troca ração por algo feito na propriedade.
3. Plantas aquáticas
| Planta | Evidência | Fonte |
|---|---|---|
| Lentilha-d'água (Lemna minor) fresca, em tilápia juvenil | 70% da ração mais lemna fresca: mesma carcaça, menos ração consumida, melhor conversão e menor custo por kg. A lemna usada tinha 96,6% de água e 29,8% de proteína na matéria seca | FV (pelo resumo) Ciência Animal Brasileira, 2025 |
| Lentilha-d'água em tambaqui juvenil | há um capítulo de 2025 com esse título; conteúdo não acessado | NE Springer, 2025 |
| Azola fermentada em farinha, em alevino de tambaqui | estudo da Indonésia, dentro de ração fabricada; resultado não lido | NE IJATEIS, 2023 |
| Alface-d'água (Pistia) e aguapé | usados em ensaios da Amazônia para limpar efluente e como suporte de perifíton, não como alimento | FV Acta Amazonica, 2014 |
Leitura franca: - Não há ensaio de lemna ou azola com tambaqui em viveiro, nem com peixe acima de 100 g NE. - No ensaio da tilápia, 30% de lemna em peso fresco é quase nada de matéria seca (3,4% de 30%). O que o ensaio mostra, na prática, é que o juvenil aguentou 30% menos ração. É mais um ensaio de restrição do que de substituição. - Produção por m²: ordem de 3 a 8 g de matéria seca por m² por dia em tanque adubado INF (ordem de grandeza de manuais da FAO, não conferida nesta pesquisa).
Conta para trocar 5% da ração do mês 6 ao 12 INF:
| Passo | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Ração a trocar | 8.066 × 0,05 | 403 kg |
| Matéria seca | 403 × 0,90 | 363 kg em 210 dias, 1,73 kg por dia |
| Área de lemna, a 5 g por m² por dia | 1.730 ÷ 5 | 346 m² de tanque raso separado |
| Lemna fresca a colher e carregar, com 3,5% de matéria seca (medido no ensaio da tilápia) | 1,73 ÷ 0,035 | 49 kg por dia |
| Ração poupada | 403 × R$ 5,00 | R$ 2.017 |
Risco: planta flutuante dentro do viveiro de engorda tapa a luz, mata o plâncton e derruba o oxigênio. Lemna só em tanque separado, adubado, e colhida para o cocho. Em tanque adubado com esterco, carrega os mesmos germes do esterco.
Veredito: promissor só para teste, com evidência fraca para tambaqui. Dá trabalho diário e pede um segundo tanque.
4. Perifíton
O que é: alga, bactéria e bichinhos que crescem grudados em bambu, vara ou tela fincados no viveiro. O peixe raspa e come.
| Ensaio | Peixe | Resultado | Fonte |
|---|---|---|---|
| Tese da Ufam, estação de Balbina, tanques de alvenaria de 46 m² adubados | jaraqui sozinho e jaraqui com tambaqui (este com ração) | substrato cobrindo 10% a 20% da área melhorou o jaraqui. "Aparentemente, o tambaqui também aproveita o perifíton"; a contribuição e a economia de ração não foram medidas | FV tede.ufam 4583 |
| Dissertação da universidade paulista, viveiro escavado com bambu | tilápia de 2,2 g, 55 dias | metade da ração mais bambu: mesmo ganho de peso que ração inteira; conversão 0,69 | FV repositório Unesp |
| Viveiros com tilápia, carpa-capim e curimbatá, com substrato | 6 t por hectare sem troca de água | conversão do sistema de 0,95 com metade da ração e 1,28 com ração inteira | FV (pelo resumo) Boletim do Instituto de Pesca, 2023 |
| Carpas indianas em Bangladesh, vara de bambu ou palha de arroz | policultivo de 5 espécies, 90 dias | ganho total 47% maior com bambu e 38% com palha | FV (pelo resumo) Aquaculture Research, 2008 |
| Pirapitinga da Orinoquia (peixe redondo) em bioflocos com bocachico e bambu | alevino, peso final de 29 g, 60 dias | cresceu mais com bambu que sem; só o bocachico, sem bambu, não mudou nada | FV (pelo resumo) Aquaculture International, 2025 |
Leitura franca: o perifíton funciona para peixe raspador e comedor de lodo (tilápia, carpas, jaraqui, curimatã). Para o tambaqui há uma frase com "aparentemente" numa tese, e um ensaio com alevino de parente próximo em bioflocos. Não há ganho medido em tambaqui de viveiro NE.
Como se faz INF: varas de bambu ou de madeira não tratada, fincadas em pé, uma a cada 1 a 2 m², numa faixa do viveiro. Para 10% de um hectare (1.000 m²), de 500 a 1.000 varas. Custo: só trabalho, se há bambu na propriedade.
Risco: vara fincada impede o arrasto da biometria mensal e da despesca. Tem de ficar numa faixa fora do caminho da rede, ou ser arrancada antes. Bambu apodrece em poucos meses e consome oxigênio.
Conta no projeto 13: não dá para fazer. Não existe coeficiente medido para tambaqui NE.
Veredito: promissor para teste só junto com curimatã ou jaraqui; para tambaqui sozinho, sem número.
5. Parte aérea da mandioca e outras forrageiras proteicas
| Ingrediente | Evidência em tambaqui | Fonte |
|---|---|---|
| Farinha de folha de leucena, dentro da ração | juvenil de 41 g, caixas de 350 L, 60 dias: até 24% da ração sem perda de ganho, conversão e sangue. Não reduziu o custo do kg de peixe | FV Acta Amazonica, 2013 |
| Feno de folha de mandioca, feno de folha de leucena, torta de babaçu, farelo de arroz integral, raspa de mandioca | peixe de 165 g, digestibilidade: os dois fenos e a torta têm fibra demais e digestibilidade baixa. Farelo de arroz integral e raspa de mandioca foram os melhores | FV Archivos de Zootecnia, 2017 |
| Farinha de folha de mandioca, entre seis subprodutos da Amazônia | digestibilidade intermediária; o peixe se aproxima e come rápido (boa atratividade) | FV (pelo resumo) Acta Amazonica, 2026 |
| Folha de mandioca na "ração amazônica" | conversão 1,76 contra 1,33; filé amarelo; os autores pedem menos folha | FV Animals, 2024 |
| Feijão-guandu, moringa, amendoim forrageiro, folha de batata-doce | nenhum ensaio com tambaqui localizado | NE |
Toxicidade INF (conhecimento geral de nutrição animal): a folha de mandioca fresca tem ácido cianídrico; só fenada, seca ao sol ou ensilada. A leucena tem mimosina.
Leitura franca: - Tudo o que foi testado é farinha de folha dentro de ração fabricada, em juvenil. Folha solta, feno ou silagem jogados no viveiro: nenhum ensaio NE. - A folha é o ingrediente menos digestível da lista. O único ensaio com custo (leucena) não achou economia. - A fibra que o peixe não digere vira lodo e consome oxigênio.
Veredito: como suplemento solto no viveiro, sem evidência; tende a mito. Dentro de ração fabricada, promissor até 24% (leucena, juvenil), sem ganho de custo medido.
6. Frutos e sementes da várzea e da roça
| Ensaio | Peixe | Resultado | Fonte |
|---|---|---|---|
| Sementes e frutos da várzea dados sozinhos (munguba, arroz-bravo, seringa, embaúba), com 4,1% a 21,3% de proteína | 18 g, laboratório | a ração de 35% deu 2,5% de crescimento ao dia. O melhor fruto, a semente de munguba (21,3% de proteína), deu 1,3% ao dia: metade. Os outros, menos. Com munguba e arroz-bravo o peixe ficou mais gordo e com menos proteína no corpo | FV (pelo resumo) Journal of Applied Ichthyology, 1994 |
| Jauari, embaúba, munguba e seringa-barriguda no lugar de 55% do fubá da ração | peixe de 1,6 kg, tanques de 250 L | a troca alterou a digestibilidade de todas as dietas e o tempo de passagem do alimento. Os valores por fruto não foram lidos | FV (pelo resumo) Revista Brasileira de Zootecnia, 2003 |
| Camu-camu a 15%, 30% e 45% junto com ração comercial | 11,7 g, 30 dias | avaliou sangue, metabolismo e natação; resultado de crescimento não lido | FV (pelo resumo) Brazilian Journal of Biology, 2017 |
| Pupunha, mandioca e banana-da-terra, cozidas ou cruas, a 30% da ração fabricada | 22,5 g por 12 semanas; e 87 g levados a peso de mercado em 24 semanas | ganho, conversão e sobrevivência iguais aos da ração com farelo de trigo | FV (pelo resumo) Journal of the World Aquaculture Society, 2009 |
| Viveiro com "produtos agrícolas e florestais" como suplemento, em policultivo com jaraqui | 2 viveiros, 0,5 tambaqui por m², 371 dias, sem repetição | consorciado com suínos: de 18,6 g a 997 g. Sem suínos: de 81 g a 520 g | FV (pelo resumo) Pesquisa Agropecuária Brasileira, 2004 |
| Buriti, caroço de açaí | nenhum ensaio com tambaqui localizado | NE |
Leitura franca: - Fruto e semente no lugar da ração dão metade do crescimento, ou menos. O projeto 13 pede 2 kg em 12 meses. O viveiro sem ração, com suplemento da roça, deu 0,5 kg em 12 meses; com suíno em cima, 1 kg. - Pupunha é o único fruto com ensaio até peso de mercado, e funcionou. Mas dentro de ração fabricada, a 30%, como fonte de energia no lugar do farelo de trigo. É ingrediente de fábrica, não suplemento de beira de viveiro. - Árvore na beira do viveiro: nenhum ensaio mediu ganho NE. Conta de ordem de grandeza INF: o viveiro come 40 kg de ração por dia na engorda. Para cobrir 5% disso seriam precisos 2 kg de matéria seca de fruto por dia, todo dia, por sete meses. Árvore frutifica dois ou três meses por ano. E a folha que cai é carga orgânica no fundo.
Veredito: fruto no lugar da ração é mito (medido: metade do crescimento). Árvore na beira do viveiro como economia de ração é folclore; vale pela sombra no dique e pela fruta da família. Pupunha é promissora como ingrediente, e isso é assunto da Parte B do projeto 04.
7. Ração de maior proteína mais grão ou farelo da propriedade
A ideia: comprar ração de 32% e completar com milho, quirera ou farelo de arroz da roça, dados à parte, para a média voltar a 28%.
Evidência: - Ensaio dessa estratégia com tambaqui: não localizado NE. - Digestibilidade em tambaqui de 165 g: farelo de arroz integral e raspa de mandioca são os mais bem digeridos entre os alternativos testados FV (Archivos de Zootecnia, 2017). - O tambaqui tem dente de quebrar semente; come grão inteiro FV (Embrapa, Documentos 91). Soja em grão tostada: nenhum ensaio localizado NE.
Conta INF, com milho de 8,5% de proteína:
| Passo | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Parte de ração de 32% na mistura | (28 − 8,5) ÷ (32 − 8,5) | 83% |
| Parte de milho | 100 − 83 | 17% |
| Milho na engorda (meses 6 a 12) | 8.066 × 0,17 | 1.371 kg |
| Preço da mistura, com ração de 32% a R$ 5,40 e milho a R$ 1,20 | 0,83 × 5,40 + 0,17 × 1,20 | R$ 4,69 por kg |
| Economia | (5,00 − 4,69) × 8.066 | R$ 2.500 |
Os dois preços são supostos; não há cotação NE. Se a ração de 32% custar R$ 5,60, a economia cai para R$ 1.200. Se a conversão piorar 6%, some.
Risco: grão cru afunda e tem amido mal aproveitado; o milho dilui também a vitamina e o mineral da ração; milho mal guardado mofa e traz toxina.
Veredito: hipótese para teste, sem ensaio. É a mesma lógica do teste de mandioca a 10% ou 20% do projeto 04, com ingrediente melhor (farelo de arroz, quirera, milho).
8. Minhoca, cupim e larvas atraídas por luz
| Alternativa | Evidência | Marca |
|---|---|---|
| Minhoca ou farinha de minhoca para tambaqui | nenhum ensaio localizado | NE |
| Cupim | nenhum ensaio localizado | NE |
| Armadilha luminosa sobre o viveiro | um artigo de engenharia descreve o equipamento e afirma aumento de produtividade, sem ensaio com peixe (E3S, 2023); um ensaio de arroz com bagre na Indonésia usa a luz para dar inseto ao peixe (JPSL, 2026), resultado não lido | FV (pelo resumo); ganho medido em tambaqui NE |
O que se sabe de fato: no viveiro, o inseto já é o primeiro item de alimento natural no estômago do tambaqui, junto com vegetal e zooplâncton FV (Fishes, 2024). Ele chega sozinho.
Ordem de grandeza INF: o viveiro pede 30 a 43 kg de ração por dia do mês 6 ao 12. Uma lâmpada atrai gramas a centenas de gramas de inseto por noite. Um canteiro de minhoca de quintal rende poucos quilos por mês. Nenhum chega a 1% da dieta do hectare.
Veredito: mito como economia de ração em viveiro de hectare. Só relato. Pode ter uso em tanque de alevino, e ninguém mediu.
9. Policultivo e sistemas integrados
9.1 Outros peixes junto com o tambaqui
| Peixe | Evidência | Fonte |
|---|---|---|
| Jaraqui | tese da Ufam (item 4) e viveiro de 2004 (item 6): convive com o tambaqui e come perifíton e lodo. Produtividade maior com tela de substrato. Sem número de ração | FV |
| Bodó ou acari (cascudos nativos) | 120 dias com tambaqui, 1 a 5 cascudos por m²: sobrevivência acima de 96%; melhor densidade perto de 2,4 por m². Sem viveiro-testemunha de tambaqui sozinho | FV (pelo resumo) Fishes, 2025 |
| Curimbatá com outras espécies | conversão do sistema de 1,28 com ração inteira (item 4) | FV (pelo resumo) |
| Piau | nenhum ensaio com tambaqui localizado | NE |
Leitura: o segundo peixe não diminui a ração do tambaqui. Ele transforma em peixe o que o tambaqui desperdiça. A conversão do viveiro melhora porque entra mais peixe na conta, com a mesma ração. O ganho é em quilos a mais, não em sacos a menos. O ensaio da Embrapa com adubação recomenda exatamente isso: juntar um peixe de fundo para aproveitar o nutriente preso no lodo FV (Fishes, 2024).
9.2 Peixe com arroz
Existe criação de tambaqui em arrozal irrigado no baixo São Francisco FV (pelo resumo) (repositório Ufal); o próprio estudo trata do risco do herbicida para o peixe. Número de produção ou de ração: não localizado NE. Para o Acre: sem ensaio NE.
9.3 Pato, marreco ou suíno sobre o viveiro
| O que se sabe | Fonte |
|---|---|
| Viveiro consorciado com suínos, sem ração comercial: tambaqui de 18,6 g a 997 g em 371 dias. Sem suínos: 520 g | FV (pelo resumo) PAB, 2004 |
| Em Santa Catarina, carpa de viveiro adubado com dejeto de suíno: sem salmonela no músculo, contagens dentro do limite; a água teve mais amônia e menos oxigênio | FV (pelo resumo) RBZ, 2004 |
| Estudo da Embrapa divulgado em 2026 achou salmonela no ambiente de criação de peixes nativos no Centro-Oeste (88% das propriedades e 31,5% das amostras em Mato Grosso, segundo o resumo da notícia) | FV (pelo resumo de busca; a notícia estava fora do ar em 03/10/2026) notícia |
| Esclarecimento oficial da Embrapa, de 26/03/2026: a bactéria no ambiente de cultivo não significa pescado contaminado no varejo, porque na indústria o pescado passa por higienização e inspeção oficial | FV esclarecimento |
| Lotação citada em material de extensão: 1 suíno para 50 a 100 m² de viveiro; até 500 patos por hectare | FV (pelo resumo de busca) artigo de extensão |
Leitura franca: o consórcio com animal em cima do viveiro produz peixe quase sem ração, mas devagar: 1 kg em um ano, metade do que o projeto 13 precisa. E a garantia sanitária que a Embrapa dá depende da passagem pela indústria. O peixe do projeto 13 vai do viveiro para a cozinha da escola. Sem essa barreira, esterco fresco caindo na água todo dia é risco que o projeto não deve correr.
Veredito: não fazer no viveiro que abastece a merenda. O adubo de origem animal, curtido e dosado, é assunto dos outros dois levantamentos desta pasta.
10. Outras que a busca mostrou
| Achado | O que significa | Fonte |
|---|---|---|
| A conversão medida pela Embrapa em viveiro foi de 1,5 a 1,8 até 350 g, e de 2,04 (adubado) a 2,22 (sem adubo) até 1,7 kg | A conversão 2,0 do projeto 13 é realista. A meta de 1,8 para o ciclo inteiro até 2 kg é ambiciosa: no ensaio de 10 meses ninguém chegou a ela | FV itens 1.2 e 1.4 |
| O projeto 13 tem 0,285 peixe por m² (2.850 em 10.000 m²). Os ensaios da Embrapa usaram 0,4 e 1 peixe por m² | Com menos peixe por m², cada peixe tem mais alimento natural. A parte do plâncton pode ser maior no projeto 13 do que no ensaio | INF |
| Em bioflocos, ração de 24%, 28% e 32% foi testada com juvenis de 9 g | Não se aplica a viveiro de terra | FV (pelo resumo) Research Square, 2023 |
| Peixe de 14 dias em jejum total recupera o peso em laboratório (76 g) | Mostra que o tambaqui aguenta falta de ração por alguns dias sem perda permanente. Serve para emergência (oxigênio baixo, atraso de entrega), não para economia | FV (pelo resumo) PAB, 2004 |
Tabela-síntese: o hectare do projeto 13
Base: 10.260 kg de ração a R$ 5,00 (R$ 51.300); 8.066 kg do mês 6 ao 12. Ordem: da maior economia com menor risco para a menor.
| # | Alternativa | Evidência | Ração a menos por ciclo | R$ de ração | Custo da alternativa | Saldo por ciclo | Medido ou hipótese | Veredito |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Trato por tabela e biometria, sem tratar até a saciedade | viveiro, 95 a 350 g | 1.026 kg (10%) | 5.130 | perto de zero | 5.130, já contado no projeto 13 | medido até 350 g; hipótese daí em diante | comprovado |
| 2 | Adubar o viveiro | viveiro, até 1,7 kg | 905 kg (8%) | 4.525 | 600 de adubo | 3.925, já embutido na conversão 2,0 | medido em Palmas | comprovado |
| 3 | Larva de mosca-soldado fresca, 10% da ração do mês 6 ao 12 | tanque, 115 g | 807 kg | 4.033 | 500 de material; 26 diárias da família; 10,4 t de resíduo | 3.533 sem pagar o trabalho; 933 pagando | hipótese sobre um ensaio de tanque | promissor para teste |
| 4 | Ração de 32% mais milho ou farelo de arroz da roça | nenhuma em tambaqui | troca 1.371 kg de ração por grão | 2.500 | o grão já está na conta | 2.500, com preços supostos | hipótese | para teste |
| 5 | Ração de 24% a 26% na terminação, em viveiro adubado | nenhuma em viveiro | zero | 2.017 | zero | 2.017 se a conversão não piorar; zero se piorar 5% | hipótese | para teste |
| 6 | Lemna de tanque separado, 5% da ração | tilápia juvenil | 403 kg | 2.017 | tanque de 346 m²; 49 kg por dia de colheita | não calculado; depende do tanque | hipótese | para teste, evidência fraca |
| 7 | Um dia de jejum por semana na engorda | viveiro, 229 g: sem ganho | 403 kg | 2.017 | risco de perder 154 kg de peixe (R$ 2.309) | entre menos 2.309 e mais 2.017; esperado perto de zero | hipótese; o dado de viveiro é contra | para teste, ganho pequeno |
| 8 | Segundo peixe de fundo (curimatã, jaraqui, bodó) | viveiro e tanque | zero | zero | alevinos | quilos de peixe a mais, não ração a menos | medido fora do Acre | comprovado como produção extra |
| 9 | Perifíton em bambu | tambaqui: só indício | sem coeficiente | NE | trabalho; atrapalha o arrasto | não calculável | sem número | para teste, só com peixe de fundo |
| 10 | Folha de mandioca, leucena e outras, soltas no viveiro | nenhuma | zero | zero | trabalho e lodo | negativo | sem ensaio | sem evidência |
| 11 | Frutos, sementes e árvore na beira | 18 g: metade do crescimento | zero | zero | peixe menor | negativo | medido em laboratório | mito |
| 12 | Minhoca, cupim, luz | nenhuma | menos de 1% | menos de 500 | trabalho | perto de zero | só relato | mito |
| 13 | Pato, marreco ou suíno sobre o viveiro | 2 viveiros sem repetição | quase toda | não se aplica | peixe de 1 kg em vez de 2 kg; risco sanitário | não se aplica ao projeto 13 | medido, fraco | não fazer para a merenda |
Contas da tabela: - linha 1: 10.260 × (1 − 1,8 ÷ 2,0) = 1.026 kg; × R$ 5,00 = R$ 5.130; - linha 2: 10.260 × 2,22 ÷ 2,04 = 11.165 kg sem adubo; 11.165 − 10.260 = 905 kg; × 5,00 = R$ 4.525; menos R$ 600 = R$ 3.925; - linha 3: 4.033 − 500 = 3.533; 26 diárias × R$ 100 = R$ 2.600; 3.533 − 2.600 = 933; - linhas 4 a 7: contas nos itens 7, 1.5, 3 e 1.1.
Três avisos sobre a tabela: 1. As linhas não se somam. As linhas 1 e 2 já estão dentro do projeto 13. As linhas 3 a 7 disputam a mesma ração da engorda. 2. Dinheiro novo e medido, nenhuma linha traz. Tudo o que é comprovado já está no orçamento. Tudo o que é novo é hipótese. 3. O teto realista do que é novo, se um teste der certo, fica entre R$ 2.000 e R$ 3.500 por ciclo: 4% a 7% da ração. A compra em carreta do projeto 04 dá R$ 8.208 sem risco zootécnico.
As três que valem teste no Acre
- Larva de mosca-soldado fresca, onde houver resíduo de sobra (casa de farinha, pocilga). É a única com ensaio em tambaqui acima de 100 g trocando ração por coisa feita na propriedade. Teste: 10% da ração do dia em larva, do mês 6 em diante, com viveiro-testemunha.
- Ração de proteína mais baixa, ou ração de 32% mais farelo de arroz ou milho, em viveiro adubado. Custo de teste quase zero. O plâncton forma 39% do músculo em viveiro adubado; há folga de proteína a medir. Precisa de viveiro-testemunha e biometria mensal.
- Peixe de fundo junto (curimatã, jaraqui ou bodó), com faixa de bambu para perifíton. Não poupa ração; soma peixe com a mesma ração. O bodó tem mercado no Acre INF. Precisa de alevino desses peixes, que é o gargalo NE.
O jejum de um dia por semana pode entrar em qualquer um dos três como rotina de manejo. Não se deve esperar economia dele.
O que não fazer
- Não cortar ração na segunda metade do ciclo sem pesar o peixe todo mês. É quando ele ganha os quilos que pagam a conta.
- Não fazer jejum de dois dias ou mais por semana, nem dia sim, dia não. Em viveiro, com peixe de 229 g, perdeu peso.
- Não trocar ração por fruta, semente, folha ou mandioca. Medido: metade do crescimento.
- Não contar com árvore na beira do viveiro, luz, minhoca ou cupim para baixar a conta de ração do hectare.
- Não deixar lemna, alface-d'água ou aguapé cobrir o viveiro de engorda.
- Não jogar folha de mandioca fresca nem manipueira na água.
- Não fincar bambu no caminho da rede. Não usar madeira tratada.
- Não criar larva em carcaça, esterco humano ou resíduo com agrotóxico ou remédio veterinário. Não vender larva seca ou farinha sem registro.
- Não pôr pato, marreco ou suíno sobre o viveiro que entrega para a merenda.
- Não usar ração de proteína mais baixa em viveiro sem adubo e sem viveiro-testemunha.
- Não dar grão ou farelo mofado ou rançoso.
- Não somar as economias da tabela.
- Não adotar nada disso no viveiro inteiro de uma vez. Primeiro meio viveiro, ou um viveiro ao lado, com a ficha de biometria.
O que é verificado, o que é estimativa e o que ficou sem resposta
Lido na fonte (texto integral ou tabela): boletim da Embrapa sobre jejum; ensaio de jejum em viveiro (RECIMA21); ensaio de taxa e frequência de trato (versão aberta); ensaio de viveiro adubado (PDF na Alice Embrapa, com tabela de custo); tese de perifíton da Ufam (resumo no PDF); dissertação de perifíton com tilápia; ofício-circular do ministério sobre insetos (itens 1 e 2); esclarecimento da Embrapa sobre salmonela; revisão Documentos 91 da Embrapa.
Lido só pelo resumo: larva inteira no lugar da ração (o site da revista bloqueou o acesso); farinha desengordurada de larva; lemna em tilápia; sementes da várzea (1994); frutos e sementes (2003); camu-camu; pupunha, mandioca e banana (2009); viveiro com produtos da roça e suínos (2004); cascudos em policultivo (2025); consórcio suíno e peixe em Santa Catarina; carpas com bambu; pirapitinga com bambu; síntese do projeto da Embrapa no Amazonas.
Lido só pelo resumo do buscador: rendimento de 200 kg de larva por tonelada de resíduo; percentuais de salmonela em Mato Grosso; lotação de suínos e patos.
Estimativa desta ficha INF: todas as contas no hectare do projeto 13; matéria seca da larva (35%); produção de lemna por m²; custo e trabalho da criação de larva; preços da ração de 24% e de 32% e do milho; número de varas de bambu; ordem de grandeza de minhoca e de armadilha de luz.
Sem resposta NE: - ensaio de jejum, de taxa de trato ou de proteína reduzida com tambaqui acima de 800 g em viveiro; - ensaio de larva de mosca-soldado em viveiro, e a base (fresca ou seca) da troca de 50% no ensaio de tanque; - regras do ministério para o substrato da criação de insetos (item 7 do ofício); - ensaio de lemna ou azola com tambaqui de engorda; - ganho medido de perifíton em tambaqui; - ensaio de folha solta, feno ou silagem no viveiro; - ensaio de ração concentrada mais grão; soja em grão tostada; guandu, moringa, amendoim forrageiro, batata-doce; buriti e caroço de açaí; piau; minhoca e cupim; - números de produção de tambaqui com arroz; - preços postos em Rio Branco de ração de 24% e de 32%; - qualquer um desses ensaios feito no Acre; - duas notícias da Embrapa (manejo alimentar em tanque-rede, de 11/02/2025, e salmonela) estavam fora do ar em 03/10/2026, com aviso de restrição da legislação eleitoral.
Limite de método: foram usadas 5 das 6 buscas na web permitidas. O resto veio de consulta direta a repositórios (Infoteca e Alice da Embrapa, teses da Ufam, SciELO) e ao índice aberto OpenAlex. A base PubMed e a busca do SciELO não responderam.