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Pesquisa: cama de frango curtida como adubo de viveiro de tambaqui

Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta, com o número da fonte (lista no fim); INF estimativa ou conta desta ficha, com a conta à mostra; NE buscado e não encontrado. Alvo: o hectare do projeto 13. São 2.850 juvenis, 5.130 kg em 13…

Data-base: 03/10/2026FV fato verificado em fonte abertaINF estimativa ou contaNE buscado e não encontrado

Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta, com o número da fonte (lista no fim); INF estimativa ou conta desta ficha, com a conta à mostra; NE buscado e não encontrado.

Alvo: o hectare do projeto 13. São 2.850 juvenis, 5.130 kg em 13 meses, conversão alimentar 2,0, 10.260 kg de ração a R$ 5,00 e nenhum aerador ligado toda noite. Esta ficha trata da técnica e do efeito. A oferta de cama no Acre e a regra de trânsito estão com outra pesquisa.

Resposta curta

  1. Serve, com condição. Esterco de ave é o adubo orgânico mais forte para viveiro. A Embrapa, a Emater do Pará e a FAO recomendam. A cama tem de vir curtida, peneirada e sem carcaça, e só entra no preparo e nos quatro primeiros meses.
  2. Não paga a ração da engorda. O único ensaio de engorda de tambaqui com viveiro adubado contra não adubado mediu 8% a 9% menos ração por quilo de peixe. Não mediu 30% a 50%. E o adubo do ensaio era ureia, superfosfato e farelo de arroz, não cama.
  3. O dinheiro em jogo é pequeno. O risco, não. A cama custa de R$ 150 a R$ 1.300 por hectare por ciclo. A economia provável de ração é de R$ 1.500. Uma mortandade de 5% por falta de oxigênio custa R$ 3.848. Um lote com gosto de barro ou com salmonela pode custar o contrato da merenda.
  4. Ninguém testou cama de frango em engorda de tambaqui. A dose e a economia desta ficha são contas feitas sobre ensaios vizinhos. O protocolo da seção 8 é o que valida.

1. Serve como adubo de viveiro?

O que dizem os órgãos

Fonte O que recomenda Marca
Embrapa Pesca e Aquicultura, manual de piscicultura familiar, 2015 Esterco de aves peneirado: 2.500 kg por hectare no preparo e 750 kg por hectare na manutenção, só quando a transparência passar de 40 cm. Suíno curtido: 4.000 e 1.100. Bovino curtido: 6.000 e 1.500 FV (F1)
Embrapa, mesmo manual, 2ª edição, 2024 Esterco de aves: 800 a 1.000 kg por hectare no preparo e 200 a 250 na manutenção. É o número já usado na pasta 02 FV (pela pasta 02; a 2ª edição não foi reaberta nesta rodada)
Embrapa, mesmo manual "O plâncton complementa a alimentação dos peixes, reduzindo, assim, os gastos com ração." A adubação de manutenção é "essencial" na engorda de tambaqui e tilápia. O manual não dá número de economia FV (F1)
Emater do Pará, manual de 2023 Esterco de aves: 1.800 kg por hectare. Faixa geral: 100 a 500 g por m² no preparo. Esterco "bem curtido". Manutenção pela leitura do disco de Secchi FV (F2)
Emater do Pará, parte de produção orgânica Aceita adubo orgânico curtido, "por exemplo, cama de frango alimentado com ração isenta de antibióticos" FV (F2)
FAO, manual de adubação de viveiros Esterco de galinha é o mais rico dos estercos de ave. Em viveiro tropical pequeno: 4,5 kg de esterco fresco por 100 m², uma ou duas vezes por semana (450 kg por hectare por aplicação) FV (F3)
FAO, manual feito para os açudes do Nordeste Híbrido de tilápia, 8.000 peixes por hectare, só com esterco de galinha (1 kg por 4 m² por mês, ou 2.500 kg por hectare por mês): 2.760 kg por hectare por ano, sem ração FV (F4)
Embrapa Amazônia Ocidental, Embrapa Acre, Embrapa Rondônia, Senar Recomendação específica para cama de frango em viveiro de tambaqui NE

Todas as recomendações falam em esterco de ave. Nenhuma dá dose para cama com maravalha ou casca. A conversão está na seção 3.

Há uma diferença de três vezes entre as duas edições do manual da Embrapa (2.500 contra 800 a 1.000 kg por hectare). Esta ficha adota a dose menor, que é a mais nova e a mais segura para viveiro sem aerador.

Cama com maravalha, cama com casca de arroz e esterco puro de poedeira

Material Água Nitrogênio Fósforo O que muda no viveiro Marca
Cama de frango de corte (qualquer material) 20% a 35% 25 a 35 g por kg 19 a 40 g de P2O5 por kg, ou 8 a 17 g de fósforo por kg Adubo médio, seco, fácil de ensacar. Cama de seis lotes chega a 35 g de N, 40 g de P2O5 e 30 g de K2O por kg FV (F18, F19)
Cama com maravalha idem entre 2,0% e 3,2%, conforme o material e o número de lotes A maravalha é madeira. Demora a apodrecer, boia e pode entupir a tela da saída. Usar em saco FV (a faixa, F18); INF (o comportamento na água)
Cama com casca de arroz idem idem A casca quase não se decompõe. Boia no começo, depois vai para o fundo e vira entulho. Usar em saco e retirar o resto FV (que a FAO cita casca de arroz como cama de aviário, F3); INF (o comportamento)
Esterco puro de poedeira, fresco 55% a 75% 2,9% a 5,1% da matéria seca 1,3% a 2,3% da matéria seca Sem material de cama. Mais forte por quilo de matéria seca. Solta mais amônia e gasta mais oxigênio de uma vez. Dose menor e mais vezes FV (F3)

Conversão prática, pelo nitrogênio INF:

De Para Conta Fator
Esterco de ave seco e peneirado (3,4% de N: 4,0% na matéria seca × 85% de matéria seca) Cama de poucos lotes (2,5% de N) 3,4 ÷ 2,5 1,3 kg de cama por kg de esterco seco
Esterco de ave seco e peneirado Cama de seis lotes (3,5% de N) 3,4 ÷ 3,5 1,0 kg de cama por kg de esterco seco
Cama (3,0% de N) Esterco fresco de poedeira (1,4% de N como está: 4,0% × 35% de matéria seca) 3,0 ÷ 1,4 2 kg de esterco fresco por kg de cama

O teor de nitrogênio e de fósforo da cama das granjas do Acre não foi medido NE. Uma análise de laboratório da cama comprada resolve.

2. Como curtir

O que a pesquisa da Embrapa Suínos e Aves mediu

Dado Valor Marca
Altura do monte (leira) cerca de 1 metro FV (F17)
Tempo coberto com lona plástica 10 a 12 dias FV (F17)
Arejar depois de tirar a lona 2 a 3 dias, para sair a amônia; mais tempo se o cheiro estiver forte FV (F17)
Clima seco molhar a cama antes de cobrir FV (F17)
Temperatura no miolo do monte 50 °C a 63 °C FV (F17)
Temperatura na casca e na base do monte 23 °C a 33 °C FV (F17)
Salmonela (contagem) no monte coberto zero no dia 3; zero nos dias 6, 9 e 12 FV (F17)
Salmonela (exame de presença) no monte coberto 50% das amostras no dia 3; zero no dia 6; 16,7% no dia 9; zero no dia 12 FV (F17)
Cama sem tratamento nenhum 50% das amostras ainda com salmonela no dia 12 FV (F17)
Só cal resultado igual ao da cama sem tratamento para as bactérias do intestino FV (F17)
Compostagem aeróbia com palha, clima tropical pronta em 7 a 8 semanas, com duas reviragens FV (F3)
Prática de uma piscicultura de Mato Grosso do Sul cama exposta ao sol por dois meses antes de usar FV (F12)

A casca do monte não esquenta. Por isso uma rodada só não basta para adubo que vai para a água de um peixe de merenda: é preciso revirar e repetir.

Método simples para uma família INF (sobre os dados acima)

  1. Receber cama seca, de uma granja só, sem ave morta e sem pedaço de carcaça. Pedir à granja a lista do que o último lote recebeu na ração e na água (anticoccidiano, antibiótico, sulfato de cobre).
  2. Lugar: chão alto e firme, coberto ou lonado, a mais de 30 m do viveiro e do poço, fechado ao gado. A norma federal manda guardar cama longe de ruminante FV (F24).
  3. Montar um monte de 1 m de altura e até 2 m de base. Molhar por camadas até o ponto de farofa: apertada na mão, a cama forma um bolo e não escorre água.
  4. Cobrir com lona plástica inteira, com as bordas presas por terra. Deixar 12 dias.
  5. Conferir o calor no dia 3: enfiar um vergalhão até o miolo por 10 minutos. Se não der para segurar na mão, passou de 50 °C. Se estiver morno, faltou água.
  6. Revirar: abrir, trazer a casca para o miolo, molhar de novo se preciso, cobrir. Mais 12 dias.
  7. Arejar descoberto, à sombra, por 3 dias. O cheiro forte de amônia tem de sumir.
  8. Peneirar em tela de 1 a 2 cm, para tirar crosta, pena e torrão. O manual da Embrapa pede esterco "peneirado" FV (F1).
  9. Ensacar em saco de ráfia de 20 a 25 kg. Guardar seco.

Tempo total: 12 + 12 + 3 = 27 dias. Cabe no mês de preparo do viveiro. Trabalho: cerca de 1 diária por tonelada INF.

O que a cura elimina e o que não elimina

Perigo A cura resolve? Dado Marca
Excesso de amônia Sim, na reviragem e no arejamento a amônia sobe dentro da lona e sai quando se abre FV (F17)
Salmonela e bactérias do intestino Sim, em 12 dias de monte coberto tabela acima FV (F17)
Besouro da cama (cascudinho) Reduz a fermentação com lona foi o melhor método FV (F17)
Vírus de aves Reduz, sem número nesta fonte NE o número
Esporo de clostrídio (botulismo) Não se pode contar com isso. Esporo aguenta calor por isso cama com carcaça não entra INF
Antibióticos Em boa parte. O empilhamento degradou mais de 95% dos principais antimicrobianos em ensaio de laboratório FV (F20)
Anticoccidianos (monensina, narasina, nicarbazina, salinomicina) Só em parte: 54,9% a 74,7% de degradação no empilhamento sobra de um quarto a quase metade FV (F20)
Cobre e zinco Não. Metal não se degrada. Como o monte perde massa, o teor por quilo até sobe o teor da cama do Acre não foi medido INF; NE o teor

Cama de frango de granja comercial contém resíduo de bacitracina, clortetraciclina, monensina, narasina, nicarbazina, penicilina, salinomicina e virginiamicina quando esses produtos estão na ração FV (F21).

3. Dose, forma de aplicar e régua de controle

Limites que valem para qualquer esterco

Regra Valor Marca
Teto de esterco por dia em clima quente 120 kg de matéria seca por hectare por dia. Para esterco fresco de galinha, 480 kg por hectare por dia FV (F3)
Aplicar uma vez por semana não autoriza multiplicar o teto por sete o teto do dia continua o mesmo FV (F3)
Antes de povoar 1.000 a 2.000 kg de matéria seca por hectare, de 10 a 15 dias antes FV (F3)
Depois de povoar, densidade baixa 50 a 100 kg de matéria seca por hectare por aplicação semanal, ajustando pela água FV (F3)
Intervalo entre a cal e o esterco pelo menos 15 dias FV (F3)
Hora de aplicar de manhã, 2 a 3 horas depois do nascer do sol FV (F3)
Só adubar se transparência acima de 40 cm, oxigênio antes do nascer do sol acima de 3 a 4 mg/L, pH ao pôr do sol abaixo de 9 FV (F3)

Dose em cama para 1 hectare do projeto 13 INF

Cama com 75% de matéria seca (25% de água).

Fase Dose de esterco seco no manual Fator Dose em cama Matéria seca Confere com o teto da FAO?
Preparo, uma vez 800 a 1.000 kg por hectare × 1,3 1.000 a 1.300 kg por hectare 750 a 975 kg Sim: abaixo dos 1.000 a 2.000 kg de antes do povoamento
Manutenção, por semana 200 a 250 kg por hectare a cada 15 dias, ou 100 a 125 por semana × 1,3 100 a 150 kg por hectare por semana 75 a 113 kg Sim: abaixo de 120 kg no dia

A dose de manutenção vai repartida por semana, e não de 15 em 15 dias. Uma aplicação quinzenal de 300 kg de cama poria 225 kg de matéria seca no viveiro num dia só, quase o dobro do teto.

O ensaio de Mato Grosso do Sul com tilápia usou dose parecida: 18 kg de cama em viveiro de 176 m², ou 18 ÷ 176 × 10.000 = 1.023 kg por hectare, antes de povoar e mais duas vezes nos dois primeiros meses. Depois parou, de propósito, para não carregar a água FV (F12).

Quando parar: a ração do dia manda

Argumento Dado Marca
A própria ração aduba o viveiro Com 20 kg de ração por dia a 32% de proteína: 20 × 0,32 ÷ 6,25 = 1,02 kg de nitrogênio por dia, 14,3 kg em 15 dias. O peixe retém cerca de um quarto. Sobram perto de 11 kg de nitrogênio na água a cada 15 dias INF; a retenção de 15% a 20% do nitrogênio pelo tambaqui é FV (F7)
No pico, a ração aduba tanto quanto o adubo do ensaio Com 43 kg por dia a 28%: 43 × 0,28 ÷ 6,25 = 1,93 kg por dia, 27 kg em 15 dias, 20 kg sobrando. A dose inteira de adubo do ensaio da Embrapa era de 24,5 kg de nitrogênio por hectare a cada 15 dias INF (sobre FV, F5)
O ensaio da Embrapa teve de parar Suspendeu o adubo nos meses 9 e 10, porque a transparência caiu demais FV (F5)
O alimento natural sustenta pouca carga Viveiro só com cal e adubo, sem ração, sustenta de 800 a 1.600 kg de tambaqui por hectare FV (F2, tabela de 1997 citada no manual)
Limite seguro medido no Acre, sem aerador 20 kg de ração por hectare por dia e 2.000 kg de peixe por hectare FV (pasta 02)
No projeto 13 A ração passa de 20 kg por dia no mês 5 (22 kg). O peixe no viveiro passa de 1.600 kg no mesmo mês (1.693 kg) FV (pasta 13, arquivo 02)

Regra desta ficha INF: a cama entra no preparo e enquanto a ração do dia estiver abaixo de 20 kg por hectare. No projeto 13 isso é do mês 1 ao mês 4. Do mês 5 em diante, cama zero. Do mês 8 ao 11, com 43 kg de ração por dia, qualquer adubo é risco puro.

Calendário para 1 hectare

Quando Ração por dia Cama Como Condição
Preparo, 15 dias depois da cal e 7 a 10 dias antes de povoar 0 1.000 a 1.300 kg, uma vez A lanço, com o viveiro em 50 cm de água, mais perto da entrada de água. Segurar o nível por 7 dias e depois encher Cama curada e peneirada
Mês 1 6 kg 100 a 150 kg por semana Em 4 a 6 sacos de ráfia, amarrados em estacas na parte rasa, perto da entrada de água Só se as três medidas da régua permitirem
Mês 2 9 kg 100 a 150 kg por semana idem idem
Mês 3 17 kg 100 a 150 kg por semana idem idem
Mês 4 19 kg 100 a 150 kg por semana; última aplicação idem idem
Mês 5 22 kg zero ração passou de 20 kg por dia
Meses 6 a 12 30 a 43 kg zero viveiro no limite do oxigênio

Total de cama no ciclo: 1,3 t se ficar só no preparo; 1,3 + 8 semanas × 0,15 = 2,5 t se adubar em metade das semanas; 1,3 + 17 semanas × 0,15 = 3,9 t se adubar em todas.

Forma de aplicar

Forma Quando usar Vantagem Fonte
A lanço Só no preparo, com o viveiro baixo e sem peixe Espalha por igual; a Embrapa manda pôr mais perto da entrada de água FV (F1)
Em saco de ráfia ou estopa amarrado em estaca Na manutenção A maravalha e a casca ficam no saco. Se o oxigênio cair, tira-se o saco em minutos. É o freio que o viveiro sem aerador precisa FV (F2 e F3 o método); INF (a vantagem)
Em cercado de varas nos dois cantos rasos Na manutenção, em viveiro grande Solta devagar; não suja a tela FV (F3)
Monte submerso na margem Não usar com cama Espalha maravalha e casca pelo viveiro INF

O resto que sobra no saco depois de uma a duas semanas vai para a horta ou para o monte seguinte.

Régua de controle

Medida Leitura O que fazer Marca
Disco de Secchi acima de 60 cm adubar; pode reforçar a dose FV (F3)
de 40 a 60 cm adubar na rotina FV (F1, F3)
de 35 a 40 cm faixa desejável; não adubar FV (F1)
de 25 a 35 cm não adubar; observar o peixe de manhã cedo FV (F1, F3)
abaixo de 25 a 30 cm não adubar, cortar a ração do dia, renovar água se houver FV (F3 e pasta 02)
Cor da água verde-clara a verde-garrafa boa INF
marrom, cor de café, com cheiro matéria orgânica demais: tirar os sacos INF
nata verde-azulada na superfície, a favor do vento floração de alga azul: parar o adubo e avisar o técnico INF
barrenta o Secchi mede barro, não plâncton; adubar não resolve FV (F1)
Oxigênio antes do nascer do sol 4 mg/L ou mais pode aplicar a cama da semana FV (F3: acima de 3 a 4); INF (a escolha de 4)
abaixo de 4 mg/L não aplicar; tirar os sacos que estiverem na água INF
Tempo dois ou três dias nublados seguidos não aplicar FV (F1: dia nublado reduz o oxigênio)
Peixe deixou de comer de manhã pode ser adubo demais e transparência abaixo de 35 cm FV (F1)

4. Efeito medido

O ensaio que responde à pergunta

A Embrapa Pesca e Aquicultura, em Palmas, criou tambaqui por 10 meses em oito viveiros de 600 m²: quatro adubados e quatro sem adubo. É o mesmo ensaio que dá ao catálogo o crescimento de 94 g a 1,63 kg em 304 dias.

Item Adubado Sem adubo Diferença Marca
Peso inicial 93,8 g 93,8 g FV (F5)
Densidade 4.000 peixes por hectare segundo um artigo; 0,55 peixe por m² segundo o outro. A produção de 6,2 t com peixe de 1,65 kg bate com 4.000: 6.177 ÷ 1,663 = 3.714 peixes, 93% de 4.000 FV (F5 e F6); INF (a conferência)
Adubo 5 g de ureia, 3 g de superfosfato triplo e 10 g de farelo de arroz por m², a cada 15 dias: 50, 30 e 100 kg por hectare por vez. Catorze a quinze aplicações. Parou nos meses 9 e 10 nenhum FV (F5, F6)
Peso final 1.697,5 g 1.628,4 g não significativa (p = 0,25) FV (F5)
Produção 6,2 t por hectare 6,1 t por hectare não significativa (p = 0,76) FV (F6)
Conversão alimentar 2,04 2,22 0,18 a menos; significativa (p = 0,009) FV (F5, F6)
Ração dada por dia 1,16% do peso vivo 1,25% menor no adubado (p = 0,008) FV (F5)
Parte do músculo formada a partir do plâncton (isótopos) 39,4% 10,7% FV (F5)
Clorofila na água 59% a mais FV (F6)
Zooplâncton na água 51% a mais; cerca do dobro em média FV (F5, F6)
Parasitos de brânquia sem diferença sem diferença FV (F6)
Fósforo na água de saída maior menor acima do limite da Resolução Conama 357 nos dois; a água de entrada já era rica em fósforo FV (F6)
Custo de ração, adubo e mão de obra do adubo US$ 395,49 por viveiro US$ 365,63 8,2% a mais no adubado FV (F5)

Três leituras:

  1. A economia de ração medida na engorda é de 8% a 9%. A conta: (2,22 − 2,04) ÷ 2,22 = 8,1% a menos de ração do que no viveiro sem adubo. Em um hectare do ensaio: (822,75 − 756,04) ÷ 600 × 10.000 = 1.112 kg de ração.
  2. O plâncton formou 39% do músculo, mas poupou só 8% da ração. O peixe troca um alimento pelo outro. O ganho só aparece porque o trato parava quando o peixe parava de comer. Quem dá a ração da tabela até o fim joga a economia fora.
  3. Com adubo químico, a conta não fechou. O adubo e o trabalho custaram US$ 53,66 + 5,85 = 59,51 por viveiro. A ração poupada valeu 365,63 − 335,99 = US$ 29,64. Preços de Palmas, janeiro de 2020. A hipótese do projeto 16 é fazer o mesmo efeito com adubo mais barato.

O ensaio é de engorda: o peixe saiu de 94 g e passou de 1,6 kg. É a única medida encontrada com peixe acima de 500 g.

Os outros ensaios

Ensaio Peixe e fase Adubo Resultado Engorda acima de 500 g? Marca
Amazonas, 210 dias, viveiro natural, com calcário, ou com calcário e adubo tambaqui, engorda até o tamanho de mercado químico: 20 kg de ureia e 60 kg de superfosfato por hectare Sem diferença de peso. O manejo não mudou o zooplâncton nem o conteúdo do estômago. A conversão do viveiro só com calcário foi melhor que a do natural. O efluente do adubado saiu com mais fósforo Sim FV (F8, F6)
Amazonas, 60 dias, nove viveiros de 600 m², 8 peixes por m² tambaqui, juvenil de 0,41 g o mesmo Sem diferença de crescimento e de produção. A ração passou de 80% do conteúdo do estômago no fim. Os autores recomendam não adubar Não FV (F9)
Tocantins, 84 dias, viveiro de terra tambaqui de 95 a 350 g sem comparação de adubo; compara ração a 3% e a 4% do peso por dia Mesmo crescimento com 3%. Menos ração e melhor conversão. Mais alimento natural no estômago Não FV (F10)
Amazonas, 120 dias, viveiro tambaqui de 11,8 g a 296 e 393 g viveiro com plâncton, sem comparação Conversão de 0,82 e 1,33. Número abaixo de 1 só aparece com alimento natural pesando na dieta Não FV (F11)
Mato Grosso do Sul, 240 dias, 4 viveiros tilápia, de 0,64 g ao abate cama de frango, 1.023 kg por hectare, três vezes, só no começo Sem diferença de crescimento nem de qualidade da água. Menos parasito de brânquia no adubado tilápia FV (F12)
Malaui, 84 dias tilápia de 18 g, sem ração esterco de galinha, de boi, de porco, e nada Esterco de galinha deu o maior peixe, a maior produção, mais clorofila e mais zooplâncton Não FV (F13)
Paraná, 30 dias, caixas de 1.000 L piracanjuba de 10,9 g esterco de frango, de boi, de porco, e nada Esterco de frango deu mais plâncton e o melhor crescimento Não FV (F14)
Tailândia, 236 a 328 dias tilápia até 500 g adubo desde o início; ração só a partir de 50 a 250 g O mais eficiente foi criar só com adubo até 100 a 150 g e depois dar ração a meia taxa. Conversão média de 1,03 tilápia FV (F15)
Tabela de 1997 citada pela Emater do Pará tambaqui sem nada: 80 kg por hectare. Cal e adubo: 800 a 1.600. Adubo e ração complementar: 2.700 a 4.700. Só ração: 6.000 limite de produção por nível de manejo Sim FV (F2)
Mesma tabela pacu sem nada: 336. Cal e adubo: 800. Adubo e ração complementar: 3.000 a 4.500. Só ração: 5.500 a 6.000 idem Sim FV (F2)
Revista técnica do setor não diz a espécie só cama de frango, sem ração 10,6 kg de cama para fazer 1 kg de peixe, contra 1,3 kg de ração extrusada. E a cama derruba a carga máxima que o viveiro aguenta FV (F16)
Pirapitinga, híbridos (tambacu, tambatinga), curimatã ensaio de adubado contra não adubado NE

O dado de 30% a 50% da Emater do Pará

O manual diz: "A alimentação natural é o plâncton que varia entre 30 a 50% de sua dieta diária durante o período de engorda." Não cita fonte FV (F2).

Pergunta Resposta Marca
O número se confirma? Em viveiro adubado, sim: 39,4% do músculo veio do plâncton FV (F5)
E em viveiro sem adubo de manutenção? Não: 10,7% FV (F5)
30% a 50% da dieta quer dizer 30% a 50% menos ração? Não. A economia medida foi de 8% a 9% FV (F5, F6)
A conversão de 1,5 que o mesmo manual chama de desejável foi medida? Não nesses viveiros. A Embrapa mediu 2,04 com adubo e 2,22 sem FV (F2, F5)

O arquivo 02 da pasta 13 lista "adubar o viveiro" como terceiro corte de despesa e cita os 30% a 50%. A frase está certa como descrição da dieta. Como promessa de economia, vale 8% a 9%, e com adubo que não era cama.

O que a adubação entrega de fato

Entrega Base Marca
Segura a conversão perto de 2,0 O 2,0 do projeto 13 é vizinho do 2,04 medido com adubo. Sem adubo de manutenção a medida foi 2,22 FV (F5)
Ajuda mais o peixe pequeno Os ganhos fortes aparecem em juvenis e na recria. A fazenda do ensaio com cama só aduba nos primeiros meses FV (F11, F12, F13, F14)
Permite tratar com 3% em vez de 4% do peso até 350 g mesmo crescimento, menos ração FV (F10)
Água mais verde e menos barrenta menos turbidez, mais clorofila; oxigênio mais alto nos meses 7 e 9 no adubado FV (F6)
Fecha a água para planta de fundo água muito clara, acima de 40 cm, deixa a planta aquática crescer FV (F1)
Alimenta peixe de fundo sem ração (curimatã) o curimatã come lodo e resto. Não há ensaio de quanto rende a mais com adubo FV (o hábito, pasta 02); NE o ganho

O policultivo com curimatã tem dois freios no projeto 13. A cozinha quer lote só de tambaqui. E o curimatã morre primeiro quando falta oxigênio FV (pasta 02).

5. Riscos e como reduzir

Risco Por que acontece Peso para a merenda Como reduzir Marca
Queda de oxigênio A cama apodrece e gasta oxigênio. Depois a alga que ela alimenta respira à noite. O manual da Embrapa lista "excesso de adubação e transparência menor que 35 cm" entre as causas de oxigênio muito baixo Alto: mata o lote Teto de 120 kg de matéria seca por dia. Cama só em saco. Cama zero acima de 20 kg de ração por dia. Medir de madrugada antes de cada aplicação FV (F1, F3)
Amônia Cama mal curtida entra com amônia. Em água muito verde o pH sobe à tarde e a amônia fica mais tóxica Médio Cura completa, com arejamento. Medir amônia e pH na semana da aplicação. Limite de 0,05 mg/L de amônia tóxica FV (F17 e pasta 02); INF (a ligação com o pH)
Alga azul e gosto de barro A geosmina e o MIB, feitos por cianobactérias, bactérias e fungos, dão o gosto de barro. Viveiro carregado de nutriente floresce mais Muito alto. Criança recusa peixe com gosto de barro, e a escola devolve o lote. Não é risco à saúde Parar a cama no mês 4: são 8 meses sem adubo até a despesca. Não deixar o Secchi cair abaixo de 30 cm. Provar o peixe 15 dias antes de cada despesca: cozinhar um filé sem tempero. Se tiver gosto, manter o peixe em água limpa corrente por alguns dias antes do abate FV (a causa e a depuração, F23, medido em tilápia); NE medida em tambaqui
Parasitos Água ruim favorece parasito de brânquia Baixo Os dois ensaios não acharam mais parasito no viveiro adubado. Um achou menos FV (F6, F12)
Salmonela no pescado Em viveiros adubados com resíduo orgânico, em Gana, a salmonela foi o principal contaminante da brânquia, da pele e do músculo do peixe Muito alto. O padrão de alimento não tolera salmonela, e o peixe vai para criança Cura de 24 dias com reviragem. Nada de cama crua. Oito meses entre a última cama e a despesca. Jejum antes do abate. Evisceração sem romper o intestino e lavagem com água clorada na cozinha. Exame de salmonela no primeiro lote FV (F22, F17); INF (as medidas da cozinha)
Resíduo de remédio no peixe A cama carrega anticoccidiano e antibiótico. A cura tira quase todo o antibiótico e só de 55% a 75% do anticoccidiano Alto se cair numa análise oficial Comprar de granja que informe o que usou. Preferir cama de lote sem antibiótico. Cura longa. Oito meses de intervalo. Análise de resíduo no músculo do primeiro lote FV (F20, F21); NE medida de quanto passa da cama para o músculo do peixe
Cobre e zinco Vêm da ração e do tratamento da ave. Ficam no lodo do viveiro Baixo com 1,3 a 3,9 t por hectare por ciclo Analisar o lodo a cada 3 ciclos. Referência da norma de solo: zinco 300 e cobre 60 mg por kg como valor de investigação FV (os valores, F18); NE teor na cama do Acre
Botulismo Carcaça de ave no meio da cama Alto Recusar cama com ave morta INF
Maravalha e casca na tela e no fundo Material de cama não se desfaz Baixo Peneirar. Usar saco. Retirar o resto INF
Efluente com mais fósforo Viveiro adubado solta mais fósforo na água de saída Pesa na licença Não esvaziar durante os meses de adubo. Decantar antes de soltar FV (F6)

O que a inspeção e a merenda podem exigir

Exigência Situação Marca
Pescado de merenda só com inspeção (municipal, estadual ou federal) já é condição do projeto 13 FV (pasta 11)
Programa de autocontrole da cozinha, com o perigo "adubo orgânico no viveiro" descrito e controlado provável; depende do serviço de inspeção INF
Ausência de salmonela no produto padrão de alimento da vigilância sanitária; a norma não foi reaberta nesta rodada INF
Análise de resíduo de medicamento veterinário no pescado de cultivo existe plano federal de controle de resíduos; a lista de substâncias para peixe não foi reaberta INF
Regra do edital sobre adubo orgânico ou sobre origem do peixe o edital da merenda não foi lido NE

Recomendação desta ficha: antes do primeiro saco de cama entrar na água, levar o plano ao serviço de inspeção que fiscaliza a cozinha e pedir o aceite por escrito.

Norma O que diz O que muda para o viveiro Marca
Instrução Normativa SDA nº 61, de 8 de julho de 2020 (fertilizantes orgânicos) Dispensa de registro "os estercos e camas... gerados e processados naturalmente, sem o uso de aditivos... por produtores rurais, quando utilizados para uso próprio... ou quando comercializados diretamente com o consumidor final" (art. 15, II) A granja pode vender a cama direto ao piscicultor sem registro de produto FV (F24)
Mesma norma, quadro de restrições Para qualquer fertilizante com cama ou esterco de aves ou de suínos: uso em pastagem e capineira só com incorporação ao solo; pastoreio só 40 dias depois; proibido na alimentação de ruminantes; guardar longe desses animais. O aviso vai na embalagem ou na nota fiscal Viveiro não aparece. O monte de cama tem de ficar fechado ao gado. Viveiro adubado não deve servir de bebedouro de gado FV (F24); INF (a leitura do bebedouro)
Mesma norma Trata de fertilizantes "destinados à agricultura". Não cita aquicultura, piscicultura nem viveiro Não há regra federal de fertilizante que proíba nem que autorize cama em viveiro FV (F24: busca das palavras no texto integral)
Instrução Normativa SDA nº 25, de 2009 Tinha o mesmo quadro de restrições. Foi revogada pela nº 61 FV (F24, F25)
Proibição de cama de aviário na alimentação de ruminantes a prática "é proibida no Brasil desde 2004", segundo a Embrapa Suínos e Aves; a norma em si não foi reaberta reforça o cuidado com gado FV (F18)
Produção orgânica aceita adubo orgânico curtido, com cama de ave criada sem antibiótico só importa se o grupo buscar selo orgânico FV (F2); a norma de aquicultura orgânica não foi reaberta
Resolução Conama 357 (qualidade da água) o efluente de viveiro adubado saiu com fósforo acima do limite no ensaio da Embrapa cuidado na drenagem FV (F6)
Licença ambiental do IMAC e resolução federal de licenciamento da aquicultura exigência ou proibição de adubo orgânico em viveiro NE
Programas privados de boas práticas e de certificação de aquicultura restrição a esterco animal em viveiro a página do padrão não abriu NE
Regra de trânsito da cama entre propriedades e entre estados fica com a outra pesquisa fora do escopo

7. A conta para o hectare do projeto 13

Preço da cama posta no viveiro INF

Distância Conta mínima Conta máxima Por tonelada
50 km 100 + 0,30 × 50 250 + 0,40 × 50 R$ 115 a R$ 270
200 km 100 + 0,30 × 200 250 + 0,40 × 200 R$ 160 a R$ 330

O frete por tonelada e por quilômetro é de caminhão cheio. Uma família compra de 1,3 a 3,9 t. Um caminhão de 12 t serve de 3 a 9 hectares. Sozinha, a família paga frete mínimo, sem cotação NE.

Três cenários

Base de hoje: conversão 2,0; 10.260 kg de ração; R$ 51.300; adubo de R$ 600; custo total de R$ 65.071, ou R$ 12,68 por kg. Cada décimo de conversão vale 5.130 × 0,1 × 5,00 = R$ 2.565.

Em todos os cenários a cama substitui os R$ 600 de adubo de hoje. A lona custa R$ 50 por ciclo INF. O trabalho da família não entra no desembolso, como no resto do catálogo.

Linha Conservador Provável Otimista
O que se faz cama só no preparo preparo e metade das semanas dos meses 1 a 4 preparo e todas as semanas dos meses 1 a 4
Cama por ciclo 1,3 t 2,5 t 3,9 t
Nitrogênio posto (25 a 35 kg por t) 33 a 46 kg 63 a 88 kg 98 a 137 kg
Parte do nitrogênio do ensaio da Embrapa (14 × 24,5 = 343 kg) 9% a 13% 18% a 26% 28% a 40%
Queda na conversão zero 0,06 (um terço do efeito medido) 0,18 (o efeito medido inteiro)
Conversão nova 2,00 1,94 1,82
Ração poupada 0 0,06 × 5.130 = 308 kg 0,18 × 5.130 = 923 kg
Ração poupada em reais 0 R$ 1.539 R$ 4.617
Cama e frete, a 50 km R$ 150 a 351 R$ 288 a 675 R$ 449 a 1.053
Cama e frete, a 200 km R$ 208 a 429 R$ 400 a 825 R$ 624 a 1.287
Lona R$ 50 R$ 50 R$ 50
Adubo de hoje que sai da conta − R$ 600 − R$ 600 − R$ 600
Variação do custo do ciclo − R$ 400 a − R$ 121 − R$ 1.801 a − R$ 1.264 − R$ 4.718 a − R$ 3.880
Custo total novo R$ 64.671 a 64.950 R$ 63.270 a 63.807 R$ 60.353 a 61.191
Custo total por kg (hoje: R$ 12,68) R$ 12,61 a 12,66 R$ 12,33 a 12,44 R$ 11,76 a 11,93
Trabalho da família, fora do desembolso 1,8 diária 4 diárias 6,5 diárias
O que é medido a dose do manual nada: é hipótese o 0,18 foi medido, mas com adubo químico e farelo, até o mês 8
O que é hipótese que a cama renda igual ao adubo de R$ 600 que o efeito caia na proporção do nutriente posto que a cama, com 28% a 40% do nitrogênio do ensaio, repita o efeito inteiro

Contas do trabalho: cura a 1 diária por tonelada; aplicação de meia diária no preparo e de 1 hora por semana depois. Conservador: 1,3 + 0,5 = 1,8. Provável: 2,5 + 0,5 + 8 ÷ 8 = 4,0. Otimista: 3,9 + 0,5 + 17 ÷ 8 = 6,5.

Como ler a tabela

  1. O cenário conservador é o que a literatura sustenta sem ressalva. Dois ensaios de tambaqui não acharam efeito do adubo quando há ração. Nele a cama só troca um adubo por outro. Economiza de R$ 121 a R$ 400.
  2. O cenário provável é hipótese desta ficha. Baixa o custo em R$ 0,24 a R$ 0,35 por kg de peixe. É 2% a 3% do custo.
  3. O cenário otimista repete um ensaio que usou outro adubo, em dose maior e por mais tempo. Para chegar lá com cama seriam precisos 343 ÷ 30 = 11 t por hectare, postas até o mês 8. Num viveiro sem aerador isso não cabe.
  4. A leitura que mais pesa é outra. O 2,0 do projeto 13 já supõe viveiro adubado: o ensaio mediu 2,04 com 14 a 15 adubações, que os R$ 600 de hoje não compram. Sem adubo de manutenção a medida foi 2,22. A 2,22 o projeto gasta (2,22 − 2,00) × 5.130 × 5,00 = R$ 5.643 a mais de ração. O papel honesto da cama é ajudar a segurar o 2,0, e não baixar dele.
  5. A economia some com um acidente. Perder 5% do peixe por falta de oxigênio custa 0,05 × 5.130 × 15,00 = R$ 3.848. É mais que o ganho do cenário provável.
  6. O número que não se sustenta. Ler "30% a 50% da dieta" como 30% menos ração daria 3.078 kg e R$ 15.390. Nenhum ensaio mediu isso em engorda.
  7. A ração poupada só existe se o trato parar quando o peixe parar de comer. Foi assim no ensaio.

Nos três cenários o desembolso com cama é pequeno: de R$ 200 a R$ 1.337 por ciclo, contando a lona. A decisão não é de dinheiro. É de risco de água, de gosto e de sanidade.

8. Protocolo de teste no Acre

Objetivo: medir, em viveiro acreano sem aerador, se a cama curada baixa a conversão sem piorar o oxigênio, o gosto e a sanidade.

Item Desenho
Unidades 3 propriedades, cada uma com 2 viveiros vizinhos de 1.000 a 5.000 m², mesma água de abastecimento. Total: 3 viveiros com cama e 3 testemunhas. O ensaio da Embrapa achou a diferença com 4 e 4
Sorteio em cada propriedade, sortear qual viveiro recebe a cama
Igual nos dois mesmo lote de juvenis, 0,285 peixe por m², mesma ração, mesma cal, mesmo tratador
Viveiro com cama cama curada 27 dias e peneirada: 1.300 kg por hectare no preparo; 150 kg por hectare por semana, em saco, do mês 1 ao 4, só com Secchi acima de 40 cm e oxigênio da madrugada de 4 mg/L ou mais
Testemunha só cal. Nada de adubo
Terceiro viveiro, se houver a receita química do manual (50 kg de ureia, 30 kg de superfosfato e 100 kg de farelo por hectare), para comparar com o ensaio de Palmas
Trato até o peixe parar de comer, com teto pela tabela. Pesar e anotar cada quilo de ração, por viveiro
Duração ciclo inteiro, 13 meses. Leitura parcial no mês 5, quando a cama para

O que medir:

Medida Frequência Para quê
Ração dada, por viveiro todo dia conversão alimentar, que é o resultado principal
Biometria de 30 peixes todo mês crescimento e ajuste do trato
Peso e contagem na despesca total no fim produção, sobrevivência, conversão
Disco de Secchi e cor da água toda semana régua de adubação
Oxigênio e temperatura antes do nascer do sol 3 vezes por semana; todo dia do mês 8 ao 11 segurança
Oxigênio às 20h e às 22h nas semanas de aplicação e do mês 8 ao 11 regra da Embrapa para ligar o aerador
pH e amônia toda semana do mês 1 ao 5; depois, a cada 15 dias toxidez
Noites de aerador de emergência e peixe morto cada ocorrência custo e risco
Análise da cama: nitrogênio, fósforo, umidade, cobre, zinco um lote, antes e depois da cura dose real
Salmonela e coliformes na cama antes e depois da cura prova da cura
Prova de gosto no mês 11 e na despesca: filé cozido sem tempero, 5 provadores, sem saber de qual viveiro veio gosto de barro
Salmonela e contagem de bactérias no peixe na despesca, uma amostra composta por viveiro sanidade
Resíduo de anticoccidiano e de antibiótico no músculo na despesca, uma amostra composta por tratamento resíduo
Cobre e zinco no lodo antes de encher e depois de esvaziar acúmulo
Custo: cama, frete, lona, horas de trabalho tudo anotado a conta

Regra de decisão, escrita antes de começar: adotar a cama no catálogo se, nos três pares, a conversão cair pelo menos 0,06, sem noite a mais de aerador, sem gosto de barro, sem salmonela e sem resíduo acima do limite. Se a conversão não mudar, a cama fica só como adubo de preparo.

O preço das análises de laboratório no Acre não foi levantado NE.

9. O que não foi encontrado

Item Situação
Ensaio de cama de frango em engorda de tambaqui, com adubado contra testemunha NE. O ensaio de engorda usou ureia, superfosfato e farelo de arroz. O ensaio com cama é de tilápia
Ensaio de adubado contra não adubado em pacu, pirapitinga, tambacu, tambatinga e curimatã NE. Para o pacu há só a tabela de limites de 1997
Quanto o curimatã rende a mais em viveiro adubado NE
Ensaio de redução de ração em viveiro adubado com tambaqui acima de 350 g NE. O ensaio de taxa de arraçoamento foi de 95 a 350 g
Recomendação da Embrapa Acre, Embrapa Rondônia, Embrapa Amazônia Ocidental ou do Senar para cama em viveiro NE nesta rodada
Segunda edição (2024) do manual da Embrapa não reaberta; a dose de 800 a 1.000 kg vem da pasta 02
Teor de nitrogênio, fósforo, cobre, zinco e resíduo de remédio na cama das granjas do Acre NE
Material de cama usado no Acre (maravalha, casca de arroz ou outro) NE aqui; é da outra pesquisa
Quanto anticoccidiano e antibiótico passa da cama para o músculo do peixe NE
Medida de gosto de barro em tambaqui de viveiro adubado NE. A fonte achada é de tilápia
Efeito da cura sobre vírus de aves, em número NE
Regra do IMAC, da resolução federal de licenciamento da aquicultura e dos programas privados de certificação sobre esterco em viveiro NE
Lista de substâncias do plano federal de resíduos para peixe de cultivo e padrão de salmonela em pescado não reabertos; marcados INF no texto
Regra do edital da merenda sobre a origem e o manejo do peixe NE
Frete mínimo de carga pequena de cama no Acre NE
Preço posto no Acre de ureia, superfosfato e farelo de arroz, para comparar com a cama NE

Fontes

Conferidas em 03/10/2026.

Limites desta rodada: seis buscas na web, o resto por abertura direta das fontes. Os artigos F7, F8, F10, F13, F14, F15, F20, F21, F22 e F23 foram lidos só no resumo. Os demais, no texto integral.