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01 — Descrição técnica

Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta; INF estimativa ou conta; NE buscado e não encontrado. A ideia em uma frase Oito famílias criam tambaqui em viveiros que já existem e estão parados. A cooperativa faz por elas o que nenhuma…

Data-base: 03/10/2026FV fato verificado em fonte abertaINF estimativa ou contaNE buscado e não encontrado

Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta; INF estimativa ou conta; NE buscado e não encontrado.

A ideia em uma frase

Oito famílias criam tambaqui em viveiros que já existem e estão parados. A cooperativa faz por elas o que nenhuma consegue fazer sozinha: compra ração em carreta, paga um técnico, despesca, guarda no frio e vende em contrato.

O tanque é a parte barata. A margem vem do frio e da ração coletiva INF (estudo de economia, frente 3).

Como o módulo se arruma

  8 famílias, cada uma com cerca de 1 ha de viveiro reativado (2 a 4 viveiros)
  raio de até 30 km da sede, em ramal que caminhão passa o ano todo

  [Família 1]  [Família 2]  [Família 3]  [Família 4]
       \            |            |            /
        \___________|____________|___________/
                        |
        SEDE DA COOPERATIVA (perto da rodovia e da rede elétrica)
        - galpão de ração (ver projeto 04)
        - câmara fria de 20 m³ + 10 kWp de energia solar
        - veículo, caixas isotérmicas, rede de arrasto, balança
        - técnico-gerente contratado
                        |
        /_______________|_______________\
       /            |            |       \
  [Família 5]  [Família 6]  [Família 7]  [Família 8]
                        |
                        v
     VENDA: merenda escolar (contrato) + feira e venda direta + peixaria

O raio de 30 km é recomendação desta ficha INF: o peixe precisa chegar ao gelo e à câmara no mesmo dia, e o técnico precisa visitar todos na semana.

Estrutura e dimensões

Item Quantidade Observação Marca
Lâmina d'água 8 ha viveiros escavados já existentes, reformados INF estudo
Viveiros 16 a 32 de 2.500 a 5.000 m² cada; profundidade de 1,2 a 1,8 m INF
Aeradores de 1,5 cv 16 (2 por hectare) ligados à noite nos 4 meses finais do ciclo INF estudo
Câmara fria 1, de 20 m³ guarda cerca de 4 t de peixe em caixas INF
Energia solar 10 kWp só para a câmara, que trabalha de dia; sem bateria INF estudo
Veículo e material de despesca 1 conjunto utilitário, caixas isotérmicas, rede, balança INF estudo
Técnico-gerente 1 contratado pela cooperativa INF estudo

O Acre tem 1.478 ha de viveiro parado, 22,9% da lâmina d'água do estado FV. Por isso o módulo reforma; não escava. Reforma quer dizer: roçar e refazer talude com inclinação de 45 graus, consertar ou instalar o monge (a saída de água), fazer vertedouro, secar, calar e encher. Em Cruzeiro do Sul, um estudo de 20 tanques achou talude a 90 graus e tanque sem monge FV. Em dezembro de 2025, chuva forte rompeu barragens em cascata no estado FV. Viveiro de barragem só entra com vertedouro.

Água e energia

Espécie e por que ela

Tambaqui, com 10% a 20% de curimatã e piau no mesmo viveiro.

Povoamento, densidade e alevino

Item Valor Marca
Juvenis por hectare 4.200 (0,42 por m²) INF reconstituição da conta do estudo
Juvenis no módulo 33.600 8 × 4.200 INF
Sobrevivência 90% (30.240 peixes) INF estudo; a Emater do Pará orça 10% de perda em viveiro FV
Peso de abate 1,9 kg INF reconstituição
Produção 57.456 kg por ciclo (7,2 t por hectare) 30.240 × 1,9 kg INF
Tempo até o abate 10 a 12 meses a Embrapa mediu 304 dias em viveiro para 1,7 kg FV

Ração

Item Valor Marca
Conversão alimentar 1,8 kg de ração por kg de peixe INF estudo; medições: 1,74 (Embrapa TO), 2,0 (Pará), 2,25 (fazenda de RO) FV
Ração por ciclo 106,3 t (4.252 sacos de 25 kg) 57.456 × 1,8 + ração dos peixes que morrem INF
Carretas de 28 t por ano 3,8 106,3 ÷ 28 INF
Preço na conta R$ 4,20 por kg, em carreta INF estudo

A conta da ração: 57.456 kg × 1,8 = 103.421 kg. Os 3.360 peixes que morrem chegam em média à metade do peso e comem metade da ração: 3.360 × 0,95 kg × 1,8 × 0,5 = 2.873 kg. Total: 106.294 kg INF.

Divisão por fase, pela proporção do relatório técnico regional de 2024 FV (para a proporção; INF aplicada ao módulo):

Fase Ração Parte do total No módulo
Alevinagem (até 40 g) 50% de proteína, pó e 1 a 2 mm 2% 2,1 t
Recria inicial 42% de proteína 5% 5,3 t
Recria (55 a 200 g) 36% de proteína 10% 10,6 t
Recria final (200 a 700 g) 32% de proteína 13% 13,8 t
Engorda e terminação 28% de proteína, 6 a 8 mm 70% 74,4 t

Quanto dar por dia (Embrapa Amapá) FV: 10% do peso vivo na alevinagem, em 3 a 4 tratos; 5% na recria, em 2 tratos; 3% caindo para 1% na engorda, em 1 a 2 tratos. O peixe deve comer tudo em 15 minutos. Abaixo de 23 °C, cortar a ração pela metade.

Manejo

Todo dia (a família, 2 a 3 horas por hectare) INF (sobre FV): - medir oxigênio e temperatura antes do primeiro trato; - dar ração 2 vezes e olhar se o peixe come em 15 minutos; - retirar peixe morto, anotar e enterrar com cal; - olhar o nível da água, a tela de entrada e o talude.

Duas a três vezes por semana, nas últimas 8 semanas: medir oxigênio às 20h e às 22h. Se caiu 2 mg/L em duas horas, vai faltar oxigênio de madrugada: ligar o aerador (regra da Embrapa) FV.

Toda semana (o técnico passa em cada família): pH de manhã e de tarde; amônia quando a ração passa de 60 kg por hectare por dia; conferir o caderno.

Todo mês: biometria. Pesar 3% a 5% do lote e recalcular a ração FV. Quem dá ração "no olho" perde a margem.

Por ciclo: secar, calar (1 a 3 t de calcário por hectare, conforme o solo), adubar, encher 7 dias antes de povoar FV.

Qualidade da água: o que medir

O que medir Faixa boa Quando
Oxigênio dissolvido acima de 4 mg/L; abaixo de 1,5 mata todo dia; de noite nas últimas 8 semanas
Temperatura 26 a 30 °C todo dia
pH 6,5 a 8,5 toda semana
Amônia tóxica abaixo de 0,05 mg/L toda semana com ração alta
Transparência (disco de Secchi) 30 a 50 cm a cada 15 dias
Alcalinidade e dureza 60 a 150 mg/L no preparo do viveiro

Faixas da cartilha da Embrapa Amazônia Oriental (2018) e do Senar (2017) FV. O módulo precisa de 2 oxímetros e 2 kits de análise, que circulam com o técnico INF.

Sanidade

Despesca e conservação

O módulo não despesca tudo de uma vez. A regra é despesca parcial, toda semana.

Protocolo da Embrapa FV: 1. Jejum de 24 a 48 horas. 2. Despesca de manhã cedo, com rede de arrasto. 3. Insensibilizar em água com gelo, na proporção de 1 para 1, e sangrar. 4. Gelo em escama: 2 kg de gelo por kg de peixe, para manter 5 °C no centro do peixe. 5. Caixas ou monoblocos de 20 kg, peixe e gelo em camadas. 6. Levar à câmara no mesmo dia.

Gelo necessário se todo o peixe for para o gelo: 57.456 × 2 = 115 t por ano, ou 2,2 t por semana INF. O preço do gelo no Acre não foi encontrado NE. A conta do estudo põe R$ 0,30 por kg de peixe para gelo e embalagem INF.

Atenção: câmara fria não é inspeção. Peixe abatido só pode ser vendido a terceiros (merenda, mercado) se passar por estabelecimento registrado no serviço de inspeção municipal ou estadual FV. Ver arquivo 04. E câmara a 18 graus negativos conserva o que já está congelado; para congelar 200 kg por dia é preciso túnel ou congelador de placas, que não está no orçamento do estudo INF.

Quem faz o quê

Tarefa Quem faz Como é pago
Trato, medição, vigilância, caderno a família, no seu viveiro não recebe salário; recebe pelo peixe entregue e pela sobra
Plano de ração, biometria, sanidade, licenças, compra, venda técnico-gerente salário da cooperativa (R$ 45.500 por ano na conta do estudo) INF
Despesca equipe de diaristas, de preferência das próprias famílias diária (R$ 11.520 por ano na conta) INF
Compra de ração e alevino cooperativa desconta da família na entrega do peixe
Câmara, gelo, transporte, nota fiscal, contrato cooperativa taxa por kg, dentro do custo do módulo
Fiscalizar a diretoria e o gerente conselho fiscal e assembleia sem remuneração

A divisão da sobra e a governança estão no arquivo 02 (seção "Como dividir") e no arquivo 03 (passo 2).

O que este módulo não é