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Pesquisa: suinocultura no Acre, para o paralelo com o peixe
Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta, com link na seção de fontes; INF estimativa ou conta desta ficha, com a conta à mostra; NE buscado e não encontrado. Segue as premissas comuns do paralelo: três faixas de dinheiro, milho a R$…
- Ficha-resumo
- 1. Quadro do Acre
- 2. Índices técnicos e ração
- 3. Faixa 1: cerca de R$ 10 mil, no quintal
- 4. Faixa 2: cerca de R$ 80 mil, uma família
- 5. Faixa 3: cerca de R$ 1,2 milhão, 8 famílias
- 6. Cama sobreposta, criação ao ar livre e baia de alvenaria
- 7. Inspeção, licença e dejeto
- 8. Sanidade
- 9. Meio ambiente e terra
- 10. Riscos
- 11. Paralelo com o peixe
- 12. O que ficou como estimativa e o que não foi encontrado
- Fontes
Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta, com link na seção de fontes; INF estimativa ou conta desta ficha, com a conta à mostra; NE buscado e não encontrado. Segue as premissas comuns do paralelo: três faixas de dinheiro, milho a R$ 1,59 por kg na média do ano, farelo de soja a R$ 2,40, diária de R$ 100, desgaste em 10 e 5 anos, juros de 2% ao ano.
Aviso de leitura: nenhum preço de suíno vivo, de carcaça ou de leitão foi encontrado cotado no Acre. Todas as contas usam três preços estimados e dizem em qual deles a conta fecha. Os índices técnicos vêm da Embrapa e foram piorados de propósito para a granja pequena.
Ficha-resumo
| Faixa e sistema | Dinheiro até a primeira venda | Produção por ano | Custo total por kg vivo | Preço que empata | Resultado por mês a R$ 8,00 | Resultado por mês a R$ 10,00 | Primeira venda | Trabalho |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1A. Terminação de 8 leitões por lote, em cama sobreposta | R$ 10.606 | 2.444 kg (23 suínos, 3 lotes) | R$ 8,50 | R$ 8,50 | menos R$ 102 | R$ 305 | 4 meses | 0,75 h por dia |
| 1B. Duas matrizes, venda de leitão de 22 kg | R$ 10.689 | 34 leitões (751 kg) | R$ 276 por leitão | R$ 276 por leitão | R$ 67 com leitão a R$ 300 | R$ 210 com leitão a R$ 350 | 7 meses | 1 h por dia |
| 2A. Ciclo completo, 6 matrizes | R$ 82.778 | 11.142 kg (106 suínos) | R$ 8,49 | R$ 8,49 | menos R$ 456 | R$ 1.401 | 10 meses | 3 h por dia |
| 2B. Terminação de 50 leitões por lote, em cama sobreposta | R$ 74.290 | 15.278 kg (146 suínos, 3 lotes) | R$ 8,49 | R$ 8,49 | menos R$ 627 | R$ 1.919 | 4 meses | 1,5 h por dia |
| 3A. Integração com o frigorífico de Brasiléia, 8 famílias com 275 vagas cada | R$ 1,2 milhão (R$ 150 mil por família) | 6.435 suínos, 676 t vivas, do grupo | não se aplica: o suíno e a ração são da integradora | não se aplica | R$ 1.141 por família, se a integradora pagar R$ 45 por animal | R$ 4.827 por família, se pagar os R$ 100 que declara | 8 meses | 2 h por dia por família |
| 3B. Oito famílias em ciclo completo mais abatedouro pequeno com inspeção | R$ 1.202.220 | 849 suínos, 89 t vivas, 68 t de carcaça | R$ 10,23 por kg vivo, com o abate; R$ 13,46 por kg de carcaça | carcaça a R$ 13,46 | R$ 379 por família, com carcaça a R$ 14 | R$ 1.790 por família, com carcaça a R$ 16 | 12 meses | 3 h por dia por família, mais 1 dia de abate por semana |
Todos os resultados são INF. O trabalho da família não está pago em nenhuma linha.
Leitura rápida. O suíno feito em granja pequena no Acre custa perto de R$ 8,50 por kg vivo. A carne que chega de fora equivale, em outubro de 2026, a cerca de R$ 6,50 por kg vivo INF. A conta só fecha em três situações: venda direta acima de R$ 8,50 por kg vivo, carcaça própria acima de R$ 13,50 por kg em canal com inspeção, ou integração, que só existe no Alto Acre e depende de uma única empresa.
1. Quadro do Acre
1.1 Rebanho
| Ano | Suínos, total (cabeças) | Matrizes | Marca |
|---|---|---|---|
| 2020 | 156.449 | 19.199 | FV |
| 2021 | 149.642 | 18.629 | FV |
| 2022 | 157.390 | 19.608 | FV |
| 2023 | 159.694 | 19.385 | FV |
| 2024 | 159.189 | 19.439 | FV |
| 2025 | 159.233 | 19.436 | FV |
Fonte: IBGE, Pesquisa da Pecuária Municipal, tabela 3939. O rebanho está parado em 159 mil cabeças há quatro anos. O Acre tem 0,36% do rebanho do país (159.233 ÷ 43.993.601) INF (sobre FV). Rondônia tem 197.962 cabeças e Mato Grosso, 2.092.539 FV.
Municípios com mais suínos em 2025 FV:
| Município | Regional | Cabeças | Matrizes |
|---|---|---|---|
| Feijó | Tarauacá-Envira | 34.600 | 4.152 |
| Epitaciolândia | Alto Acre | 22.032 | 2.203 |
| Tarauacá | Tarauacá-Envira | 19.315 | 2.510 |
| Brasiléia | Alto Acre | 17.862 | 1.608 |
| Sena Madureira | Purus | 9.259 | 1.481 |
| Rio Branco | Baixo Acre | 8.702 | 1.130 |
| Xapuri | Alto Acre | 7.093 | 993 |
| Demais 15 municípios | 40.370 | 5.359 | |
| Acre | 159.233 | 19.436 |
São dois rebanhos diferentes. O do Alto Acre (Epitaciolândia e Brasiléia, 39.894 cabeças) é o da integração com o frigorífico. O de Feijó e Tarauacá (53.915 cabeças) é criação solta ou de quintal, a 600 km do único abate com inspeção INF.
1.2 Abate com inspeção
| Período | Informantes: total; federal; estadual; municipal | Suínos abatidos | Peso das carcaças (kg) | Marca |
|---|---|---|---|---|
| 2017 | 4 a 5; 1; 2 a 3; 1 | 37.859 | 3.577.665 | FV |
| 2018 | 3; 1; 1; 1 | 39.734 | 4.052.026 | FV |
| 2021 | 3 a 4; 1; 1; 1 a 2 | 54.589 | 4.493.487 | FV |
| 2022 | 3; 1; 1; 1 | 57.241 | 4.512.055 | FV |
| 2023, 1º semestre | 3; 1; 1; 1 | 32.601 | 2.573.570 | FV |
| 3º trimestre de 2023 ao 1º de 2025 | 2; 1; 0; 1 | em sigilo | em sigilo | FV |
| 2º trimestre de 2025 ao 2º de 2026 | 1; 1; 0; 0 | em sigilo | em sigilo | FV |
Fonte: IBGE, Pesquisa Trimestral do Abate, tabela 1093. O IBGE esconde o número quando há menos de três informantes.
Três leituras:
- Hoje só existe um estabelecimento abatendo suíno com inspeção no Acre, e ele é federal FV. O abate com inspeção estadual zerou no 3º trimestre de 2023. O abate com inspeção municipal zerou no 2º trimestre de 2025.
- Em 2022, último ano inteiro publicado, foram 57.241 suínos e 4.512 toneladas de carcaça. A carcaça média pesou 78,8 kg (4.512.055 ÷ 57.241) INF (sobre FV). Com rendimento de 76% INF, isso é um suíno de 104 kg vivo. A conta desta ficha usa 105 kg.
- O abate inspecionado de 2022 dá 229 suínos por dia útil (57.241 ÷ 250) INF. A empresa declara 460 por dia em 2026 FV (declaração em notícia). Não há como conferir: o IBGE está em sigilo.
- Em 2017 e 2018 a carcaça média sai com 94 e 102 kg, peso alto demais para suíno de abate. A série de 2021 em diante, com 79 a 82 kg, é a que serve INF.
1.3 A integradora do Alto Acre
| Item | Valor | Marca |
|---|---|---|
| Onde fica | Brasiléia, com produtores em Brasiléia e Epitaciolândia | FV |
| Inspeção | federal (SIF) | FV |
| O que tem | produção de leitões, terminação por integrados, fábrica de ração, frigorífico e fábrica de embutidos | FV |
| Matrizes | cerca de 2.000 | FV (declaração de 2026) |
| Abate | cerca de 460 suínos por dia; capacidade de 1.200 por dia em dois turnos | FV (declaração de 2026) |
| Produtores integrados | 65 | FV (declaração de dezembro de 2023) |
| Granjas licenciadas pelo Imac em 2025 | 22 propriedades, com 47.228 vagas e ciclo médio de 100 dias | FV |
| Tamanho médio da granja licenciada | 2.147 vagas (47.228 ÷ 22) | INF (sobre FV) |
| Unidades de produção de leitões licenciadas | 2: uma em operação em Brasiléia, outra em implantação em Epitaciolândia | FV |
| Meta de nova unidade de leitões | 3.000 matrizes e 96 mil leitões por ano | FV (meta anunciada em 2023) |
| O que o integrado ganha | "retorno líquido médio de cerca de R$ 100 por animal" entregue | FV (declaração em notícia de março de 2026) |
| Para onde vende | mercado do Acre, Rondônia, Roraima e Amazonas, e exportação: Peru, Bolívia, Vietnã, Hong Kong e outros; em 2026 cita cinco países, com a China | FV (declarações) |
| Crédito novo | R$ 82 milhões em convênio de uma agência federal de exportação com o Banco da Amazônia: 70 galpões na primeira etapa, 50 de suínos e 20 de aves; meta de 250 | FV (notícia de abril de 2025) |
| Custo por galpão nesse convênio | R$ 1.171.429 (82.000.000 ÷ 70) | INF (sobre FV) |
| Custo por vaga | cerca de R$ 546 (1.171.429 ÷ 2.147) | INF; mistura galpão de suíno com aviário |
| Programa antigo, de 2013 | 55 galpões por R$ 10,5 milhões; R$ 190 mil do governo e R$ 48 mil do produtor por galpão; os quatro primeiros receberam 2.200 leitões, 550 por galpão | FV |
As contas batem entre si: 47.228 vagas com 3,17 lotes por ano (365 ÷ 115 dias) dão 149.900 suínos por ano; 2.000 matrizes a 26,8 vendidos por matriz mais os 96 mil leitões da unidade nova dão 149.600 INF. A capacidade licenciada já espera a segunda unidade de leitões.
O que a integradora exige do produtor não está publicado em detalhe NE. O que as fontes mostram: galpão no padrão da empresa, licença do Imac, financiamento em banco e localização no Alto Acre. O contrato, a fórmula de pagamento e o tamanho mínimo do galpão não foram encontrados NE.
Das 19.436 matrizes do Acre, a integração tem cerca de 2.000 pela declaração da empresa: 10% INF (sobre FV). Brasiléia e Epitaciolândia somam 3.811 matrizes no IBGE: 20% FV. De 80% a 90% das matrizes do estado ficam fora de qualquer abate com inspeção.
1.4 Quanto da carne suína vem de fora
Não há número publicado NE. O que dá para dizer:
| Conta | Resultado | Marca |
|---|---|---|
| Se o acreano comesse a média do país, cerca de 19 kg por pessoa por ano | 830.018 habitantes × 19 kg = 15.770 t por ano | INF; o consumo do Norte é menor que a média |
| Abate com inspeção no Acre em 2022 | 4.512 t de carcaça, 29% daquele total | FV o abate; INF a proporção |
| Parte desse abate que sai do estado | não publicada | NE |
O frigorífico de Brasiléia diz que atende "todo o mercado local" e ainda vende para três estados e exporta FV (declaração). Embutidos, cortes temperados e parte da carne de supermercado vêm do Centro-Sul INF. A proporção entre o que é local e o que vem de fora não foi encontrada NE.
1.5 Preços
| Item | Valor | Data | Marca |
|---|---|---|---|
| Suíno vivo em Santa Catarina, a retirar | R$ 5,36 por kg | 02/10/2026 | FV Cepea |
| Suíno vivo no Paraná | R$ 5,47 | 02/10/2026 | FV |
| Suíno vivo no Rio Grande do Sul | R$ 5,33 | 02/10/2026 | FV |
| Suíno vivo em São Paulo, posto | R$ 5,88 | 02/10/2026 | FV |
| Suíno vivo em Minas Gerais, posto | R$ 6,18 | 02/10/2026 | FV |
| Carcaça especial no atacado da Grande São Paulo | R$ 8,36 por kg | 02/10/2026 | FV |
| Custo de produção em Santa Catarina, ciclo completo | R$ 6,35 por kg vivo | agosto de 2026 | FV Embrapa |
| Custo no Paraná | R$ 5,96 | agosto de 2026 | FV |
| Custo em Mato Grosso | R$ 4,74 | março de 2026 | FV |
| Suíno vivo no Acre, pago por frigorífico | não há compra de independente; o integrado recebe por animal | NE | |
| Suíno vivo no Acre, pago por marchante | NE | ||
| Carcaça no Acre, atacado e venda direta | NE | ||
| Carne suína na merenda do Acre | NE; o portal de compras públicas respondeu com erro ao abrir os itens | ||
| Leitão desmamado no Acre | anúncios na região de Rio Branco: leitoa a R$ 300, leitão a R$ 180, porco a R$ 700 e R$ 800 | 2026 | INF; vi só o resumo da página de anúncios, que não abriu |
O preço do suíno vivo no país está no menor nível em duas décadas FV. Em 2025 a média girou perto de R$ 8,00 por kg; em setembro de 2026, perto de R$ 5,00 FV (em resumo de busca, artigos não abertos). Em Santa Catarina o produtor vende a R$ 5,36 o que custa R$ 6,35 FV.
Paridade com a carne que vem de fora INF:
| Passo | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Carcaça em São Paulo | R$ 8,36 por kg FV | |
| Frete refrigerado até Rio Branco | estimativa | R$ 1,00 por kg INF |
| Carcaça posta em Rio Branco | 8,36 + 1,00 | R$ 9,36 |
| Valor em kg vivo | 9,36 × 0,76 de rendimento | R$ 7,11 |
| Menos o custo de abater | estimativa | R$ 0,60 por kg vivo INF |
| Suíno vivo de paridade no Acre | R$ 6,51 |
Preços usados nas contas, todos INF:
| Preço por kg vivo | O que representa |
|---|---|
| R$ 6,50 | paridade com a carcaça de fora em outubro de 2026; é o teto de quem compra no atacado |
| R$ 8,00 | preço de marchante ou vizinho; o porco anunciado a R$ 700 e R$ 800 dá essa ordem se pesar de 90 a 100 kg |
| R$ 10,00 | venda direta do animal vivo para festa e consumo, ou carne em canal com inspeção e preço de varejo |
1.6 Onde há abate de suínos com inspeção, e a que distância
| Inspeção | Onde | Situação | Marca |
|---|---|---|---|
| Federal | Brasiléia, frigorífico da integradora | único abate de suínos com inspeção no estado desde o 2º trimestre de 2025 | FV IBGE e Idaf |
| Estadual | nenhum informante de suínos desde o 3º trimestre de 2023 | o Idaf lista dois estabelecimentos de carne no Alto Acre sob inspeção estadual, um de aves e um abatedouro frigorífico; se este abate suínos, não foi confirmado | FV a ausência no IBGE; NE o resto |
| Municipal | nenhum informante de suínos desde o 2º trimestre de 2025 | município e nome do que existia até 2025 não foram encontrados | FV a ausência; NE o resto |
Distância rodoviária aproximada até Brasiléia, pela BR-317 e BR-364 INF:
| Regional | Cidade de referência | Distância até Brasiléia |
|---|---|---|
| Alto Acre | Epitaciolândia, Xapuri, Assis Brasil | de 5 a 110 km |
| Baixo Acre | Rio Branco | 233 km |
| Purus | Sena Madureira | 377 km (233 + 144) |
| Tarauacá-Envira | Feijó | 597 km (233 + 364) |
| Tarauacá-Envira | Tarauacá | 643 km (233 + 410) |
| Juruá | Cruzeiro do Sul | 869 km (233 + 636) |
O frigorífico não compra suíno de produtor independente, segundo o que foi possível apurar INF: ele abate o que os integrados engordam. Fora do Alto Acre, o produtor não tem onde abater legalmente.
2. Índices técnicos e ração
2.1 O que a Embrapa mediu e o que esta ficha adota
| Índice | Medido pela Embrapa | Adotado para o Acre | Marca do adotado |
|---|---|---|---|
| Ração dos reprodutores | 1.084 a 1.090 kg por matriz por ano FV | 1.090 kg | FV |
| Conversão na creche (8 a 22 kg) | 1,67 a 1,72 FV | 1,7, com 23 kg de ração por leitão | FV |
| Conversão na terminação (22 a 110 kg) | 2,34 a 2,36 em sistema familiar; 2,35 em integradora com 5,5 milhões de suínos FV | 3,0 | INF |
| Ração na terminação | 207 a 219 kg por suíno FV | 246 a 249 kg | INF |
| Conversão do rebanho, ciclo completo | 2,43 em Santa Catarina; 2,55 em Mato Grosso FV | 3,27 (resultado da conta) | INF |
| Ganho de peso na terminação | 830 a 877 g por dia FV | 750 g por dia; 110 dias de 23 a 105 kg | INF |
| Leitões desmamados por parto | 8,8 a 9,2 no sistema familiar; 11,7 nascidos vivos em granja comercial FV | 8,5 em ciclo completo; 8,0 no quintal | INF |
| Partos por matriz por ano | 2,35 estimado; 2,59 em granja comercial FV | 2,2 | INF |
| Suínos vendidos por matriz por ano | 19,6 em cama; 21,2 em piso; 26,8 em Santa Catarina; 31,8 em Mato Grosso FV | 17,7 | INF |
| Mortalidade na creche | 0,9% em piso; 3,0% em cama FV | 3% | INF |
| Mortalidade na terminação | 1,5% em piso; 2,5% em cama FV | 2,5% a 3% | INF |
| Peso de venda | 110 a 113 kg no experimento; 125 kg em Santa Catarina FV | 105 kg | INF; a carcaça média do Acre em 2022 indica 104 kg |
| Idade de venda | 164 dias FV | 170 dias | INF |
Por que 3,0 e não 2,35: a granja pequena no Acre trabalha com leitão sem genética de ponta, calor o ano todo, ração moída e misturada em casa e comedouro que desperdiça. Não achei medição de conversão em granja pequena acreana NE. Cada décimo de conversão vale R$ 0,16 por kg vivo na terminação (0,1 × 82 kg × R$ 2,00 ÷ 105 kg) INF.
2.2 Custo da ração feita na propriedade
Preços: milho a R$ 1,59 (média), farelo de soja a R$ 2,40, núcleo mineral e vitamínico a R$ 7,00 por kg INF (sem cotação no Acre).
| Ração | Milho | Farelo | Núcleo | Conta | R$ por kg |
|---|---|---|---|---|---|
| Crescimento (23 a 60 kg) | 70% | 26% | 4% | 0,70 × 1,59 + 0,26 × 2,40 + 0,04 × 7,00 | 2,02 |
| Terminação (60 a 105 kg) | 77% | 20% | 3% | 0,77 × 1,59 + 0,20 × 2,40 + 0,03 × 7,00 | 1,91 |
| Gestação | 80% | 16% | 4% | 0,80 × 1,59 + 0,16 × 2,40 + 0,04 × 7,00 | 1,94 |
| Lactação | 68% | 28% | 4% | 0,68 × 1,59 + 0,28 × 2,40 + 0,04 × 7,00 | 2,03 |
Média de crescimento e terminação, com 40% e 60% do volume: R$ 1,96. Com 3% de perda na moagem e na mistura: R$ 2,01. A conta usa R$ 2,00 por kg para toda ração feita em casa INF.
| Cenário de milho | Ração de crescimento e terminação |
|---|---|
| Safra, R$ 1,21 | R$ 1,72 |
| Média do ano, R$ 1,59 | R$ 2,01 |
| Entressafra, R$ 1,81 | R$ 2,18 |
A ração de leitão em creche precisa de leite em pó, açúcar e farelo mais fino. Na Embrapa ela custou 2,0 a 2,2 vezes a de terminação FV (preços de 2010: R$ 1.100 a 1.204 contra R$ 541 por tonelada). A conta usa R$ 4,20 por kg (2,1 × 2,00) INF. Ração pronta em saco para terminação, comprada no varejo, foi estimada em R$ 3,00 por kg INF (sem cotação).
Comparação que interessa ao peixe: 1 kg de ganho de suíno custa R$ 6,00 de ração (3,0 × 2,00). 1 kg de tambaqui custa R$ 10,00 de ração (2,0 × 5,00, da pasta 13). O suíno come ração que a família mistura; o peixe depende de ração extrusada de fábrica.
2.3 Consumo por fase
| Fase | Peso | Dias | Ração por cabeça | Preço | R$ por cabeça |
|---|---|---|---|---|---|
| Creche | 8 a 22 kg | 35 | 23 kg FV | 4,20 | 97 |
| Crescimento | 22 a 60 kg | 50 | 100 kg INF | 2,00 | 200 |
| Terminação | 60 a 105 kg | 60 | 149 kg INF | 2,00 | 298 |
| Do desmame à venda | 145 | 272 kg | 595 | ||
| Matriz e sua parte do cachaço, por terminado | 70 kg (7.440 kg ÷ 106 suínos) | 2,00 | 140 |
2.4 Mandioca, crueira, soro e restos
| Alimento | O que é | Até quanto entra | Efeito | Marca |
|---|---|---|---|---|
| Raspa de mandioca (raiz picada e seca ao sol) | energia perto da do milho, mas só 2% a 3% de proteína, contra 8% do milho | 30% da ração de crescimento e terminação | pede mais farelo de soja: de 20% para 24% | INF; números de tabelas de nutrição, sem link conferido nesta rodada |
| Crueira (resíduo da casa de farinha) | parecida com a raspa, com mais fibra | 20% a 30% | conversão piora cerca de 5% | INF |
| Raiz fresca | 65% de água; 2,6 kg de raiz dão 1 kg de raspa | à vontade para matriz em gestação; mandioca brava precisa murchar ou secar um dia | muito trabalho de picar todo dia | INF |
| Soro de leite | 93% de água; cerca de 13 litros substituem 1 kg de ração | até 20% a 30% da dieta | só serve com laticínio ou queijaria a poucos quilômetros | INF |
| Restos de comida (lavagem) | proibido, salvo com tratamento térmico que inative o vírus da peste suína clássica | regra do programa de sanidade, repetida pelo Idaf | FV |
Conta com 30% de raspa na terminação INF:
| Cenário | Fórmula | R$ por kg de ração | Conversão | Ração por kg de ganho |
|---|---|---|---|---|
| Só milho e farelo | 77% milho, 20% farelo, 3% núcleo | 2,00 | 3,00 | R$ 6,00 |
| Raspa ou crueira a R$ 0,60 por kg (sobra da roça ou da casa de farinha) | 43% milho, 30% raspa, 24% farelo, 3% núcleo | 1,70 | 3,15 | R$ 5,36 |
| Raspa a R$ 1,80 por kg (raiz comprada a preço de farinha) | idem | 2,07 | 3,15 | R$ 6,52 |
A mandioca só baixa o custo quando é sobra. Raiz que tem mercado para farinha vale mais como farinha do que como ração. Com sobra de roça, o custo do suíno cai de R$ 8,50 para R$ 7,98 por kg vivo na faixa 1 INF.
3. Faixa 1: cerca de R$ 10 mil, no quintal
3.1 Sistema escolhido: terminação de 8 leitões por lote, em cama sobreposta
Compra-se leitão de 23 kg e vende-se suíno de 105 kg em 110 dias. A baia segue o modelo da Embrapa para a agricultura familiar: madeira roliça, cobertura simples, piso de maravalha ou casca de arroz, sem dejeto líquido FV. O modelo da Embrapa tem 10 m por 4 m para 25 suínos, com 1,2 m² de cama por suíno e cama de 25 a 30 cm em região quente FV. Aqui a baia tem 14 m² para 8 suínos.
Por que terminação e não ciclo completo: R$ 10 mil não pagam dez meses de ração até a primeira venda de um ciclo completo. A terminação vende em 4 meses.
3.2 Investimento (R$ 3.900)
| Item | R$ | Marca |
|---|---|---|
| Madeira roliça, tábuas e pregos | 900 | INF |
| Cobertura de 20 m² em telha de fibrocimento | 900 | INF |
| Tela e fechamento | 350 | INF |
| Mão de obra da construção, 6 diárias | 600 | INF |
| Cama inicial: 4,2 m³ (14 m² × 0,30 m) | 250 | INF |
| Composteira simples para animal morto e cama usada | 300 | INF |
| Comedouro de madeira, 2 bebedouros de chupeta, mangueira, caixa de 310 litros | 400 | INF |
| Fita de pesagem, pulverizador, baldes | 200 | INF |
| Total | 3.900 |
Nenhum item tem cotação no Acre INF. Em alvenaria com piso de concreto e esterqueira, a mesma baia passaria de R$ 12 mil INF.
3.3 Custeio do lote (R$ 6.706)
| Item | Conta | R$ | % |
|---|---|---|---|
| Leitões de 23 kg | 8 × R$ 300 | 2.400 | 35,8% |
| Ração | 8 × 82 kg de ganho × 3,0 = 1.968 kg × R$ 2,00 | 3.936 | 58,7% |
| Vermífugo e remédio | 8 × R$ 15 | 120 | 1,8% |
| Reposição de cama, cal, energia | 100 | 1,5% | |
| Frete e guia de trânsito na venda | 150 | 2,2% | |
| Custeio | 6.706 | 100% |
Dinheiro até a primeira venda: 3.900 + 6.706 = R$ 10.606.
3.4 Produção e custo
| Item | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Suínos vendidos por lote | 8 × 0,97 | 7,76 |
| Produção por lote | 7,76 × 105 kg | 815 kg vivos |
| Lotes por ano | 110 dias mais 10 de vazio | 3 |
| Produção por ano | 815 × 3 | 2.444 kg, 23 suínos |
| Custo fixo por ano | 3.300 ÷ 10 + 600 ÷ 5 + 2% de 3.900 + 2% de 6.706 | R$ 662 |
| Custo fixo por lote | 662 ÷ 3 | R$ 221 |
| Custo total por lote | 6.706 + 221 | R$ 6.927 |
| Custo por kg vivo | 6.927 ÷ 815 | R$ 8,50 (custeio: R$ 8,23) |
3.5 Resultado
| Preço por kg vivo | Receita do lote | Resultado do lote | Por ano | Por mês |
|---|---|---|---|---|
| R$ 6,50 | 5.296 | menos 1.631 | menos 4.892 | menos R$ 408 |
| R$ 8,00 | 6.518 | menos 408 | menos 1.225 | menos R$ 102 |
| R$ 10,00 | 8.148 | 1.221 | 3.664 | R$ 305 |
Ponto de equilíbrio: R$ 8,50 por kg vivo. A receita entra três vezes por ano.
| Sensibilidade | Custo por kg | A R$ 8,00, por mês | A R$ 10,00, por mês |
|---|---|---|---|
| Base | 8,50 | menos 102 | 305 |
| Ração 20% mais cara | 9,47 | menos 299 | 109 |
| Preço 15% menor (R$ 6,80 e R$ 8,50) | 8,50 | menos 347 | zero |
| Conversão de 2,6 | 7,86 | 29 | 436 |
| Ração de saco a R$ 3,00 | 10,92 | menos 594 | menos 187 |
| Raspa de mandioca que sobra da roça | 7,98 | 4 | 411 |
Trabalho: 0,75 hora por dia INF: 90 horas por lote, 11 diárias, R$ 1.125. Pagando a diária, o custo sobe para R$ 9,88 por kg e a sobra a R$ 10,00 some. Terra: 50 m². Água: 66 litros por dia (8 × 8,3) INF (sobre FV).
3.6 Variante: duas matrizes para vender leitão
| Item | Conta | R$ |
|---|---|---|
| Baias e piquete | 4.000 | |
| Equipamentos | 500 | |
| 2 leitoas | 2 × R$ 900 | 1.800 |
| Investimento | 6.300 | |
| Ração das matrizes em 7 meses | 2 × 1.090 kg × 7 ÷ 12 × R$ 2,00 | 2.543 |
| Ração de creche da primeira leva | 16 leitões × 23 kg × R$ 4,20 | 1.546 |
| Cobertura, ferro, vermífugo | 300 | |
| Dinheiro até a primeira venda | 10.689 |
Por ano INF: 2 matrizes × 2,2 partos × 8,0 desmamados × 0,97 = 34 leitões de 22 kg.
| Custo por ano | Conta | R$ |
|---|---|---|
| Ração das matrizes | 2.180 kg × 2,00 | 4.360 |
| Ração de creche | 35,2 leitões × 23 kg × 4,20 | 3.400 |
| Sanidade | 34 × R$ 12 + 2 × R$ 80 | 568 |
| Cobertura (cachaço do vizinho ou inseminação) | 4,4 × R$ 60 | 264 |
| Reposição da matriz | 2 × (900 − 700) ÷ 3 anos | 133 |
| Desgaste e juros | 400 + 100 + 126 + 82 | 708 |
| Total | 9.433 |
Custo por leitão: R$ 276 (9.433 ÷ 34,1), ou R$ 12,56 por kg.
| Preço do leitão | Resultado por ano | Por mês |
|---|---|---|
| R$ 250 | menos 897 | menos R$ 75 |
| R$ 300 | 810 | R$ 67 |
| R$ 350 | 2.517 | R$ 210 |
Existe mercado? Para poucos leitões, sim: vizinho que engorda e leitão de festa INF. Para volume, não foi encontrado comprador NE: a integradora produz os próprios leitões. Trabalho: 1 hora por dia INF. A receita entra a cada parto, cerca de 4 vezes por ano.
3.7 Veredito da faixa 1
A terminação no quintal é uma poupança que anda rápido, não uma renda. Fecha quando a família vende o animal vivo a R$ 10 por kg para vizinho e festa e quando parte da comida é sobra de roça. Comprando ração de saco, dá prejuízo em qualquer preço testado.
4. Faixa 2: cerca de R$ 80 mil, uma família
4.1 Sistema A: ciclo completo com 6 matrizes
Seis matrizes, um cachaço, creche e terminação em cama sobreposta, maternidade em piso. As matrizes parem em três grupos de duas, a cada 55 dias. Sai um lote de 16 suínos a cada 55 dias.
Dez matrizes não cabem: investimento de R$ 78 mil mais R$ 55 mil de giro INF. A Embrapa estimou em 2010 R$ 3.970 por matriz em cama e R$ 4.325 em piso, para 56 matrizes, e 31% a 33% a mais em escala de 21 matrizes FV. A preços de hoje isso passa de R$ 14 mil por matriz em granja tecnificada INF. Esta ficha supõe construção rústica.
Investimento (R$ 52.000) INF:
| Item | Conta | R$ |
|---|---|---|
| Galpão rústico: maternidade, gestação, creche, terminação e depósito | 100 m² × R$ 250 | 25.000 |
| Fossa da maternidade e composteira | 2.500 | |
| Projeto e licença ambiental | 2.000 | |
| Triturador e misturador de ração | 6.000 | |
| Comedouros, bebedouros, escamoteador | 2.000 | |
| Caixa d'água, bomba, encanamento | 2.000 | |
| Balança | 1.000 | |
| 6 leitoas | 6 × R$ 1.500 | 9.000 |
| Cachaço | 2.500 | |
| Total | 52.000 |
Giro até a primeira venda (R$ 30.778), em 10,2 meses INF:
| Item | Conta | R$ |
|---|---|---|
| Ração de matrizes e cachaço | 7.440 kg por ano × 10,2 ÷ 12 × R$ 2,00 | 12.648 |
| Primeiro grupo, do desmame à venda | 17 leitões: creche R$ 1.642 mais terminação R$ 8.007 | 9.649 |
| Segundo grupo, 55 dias atrás | creche inteira mais 38% da terminação | 4.685 |
| Terceiro grupo, ainda na creche | 85% da creche | 1.396 |
| Sanidade, energia, cama, frete | 2.400 | |
| Giro | 30.778 |
Dinheiro até a primeira venda: 52.000 + 30.778 = R$ 82.778.
Produção por ano INF:
| Item | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Desmamados por matriz | 2,2 partos × 8,5 | 18,7 |
| Terminados por matriz | 18,7 × 0,97 × 0,975 | 17,7 |
| Suínos vendidos | 6 × 17,7 | 106 |
| Produção | 106,1 × 105 kg | 11.142 kg vivos |
Custo por ano:
| Item | Conta | R$ | % do custeio |
|---|---|---|---|
| Ração de matrizes e cachaço | (6 × 1.090 + 900) kg × 2,00 | 14.880 | 17,1% |
| Ração de creche | 112 leitões × 23 kg × 4,20 | 10.839 | 12,5% |
| Ração de terminação | 106,1 × 83 kg × 3,0 = 26.422 kg × 2,00 | 52.844 | 60,8% |
| Sanidade | 106 × R$ 25 + 7 × R$ 150 | 3.700 | 4,3% |
| Energia, água, cama | 1.500 | 1,7% | |
| Reposição de matrizes | 2 leitoas a R$ 1.500 menos 2 descartes de 180 kg a R$ 5 | 1.200 | 1,4% |
| Frete e guias de trânsito | 10 viagens × R$ 150 | 1.500 | 1,7% |
| Manutenção | 500 | 0,6% | |
| Custeio | 86.963 | 100% | |
| Desgaste e juros | 29.500 ÷ 10 + 11.000 ÷ 5 + 2.500 ÷ 3 + 2% de 52.000 + 2% de 30.778 | 7.639 | |
| Custo total | 94.602 |
A ração soma 36.443 kg e R$ 78.563: 90,3% do custeio. Conversão do rebanho: 3,27 (36.443 ÷ 11.142). Custeio por kg: R$ 7,81. Custo total por kg vivo: R$ 8,49.
| Preço por kg vivo | Receita | Resultado por ano | Por mês |
|---|---|---|---|
| R$ 6,50 | 72.422 | menos 22.180 | menos R$ 1.848 |
| R$ 8,00 | 89.135 | menos 5.467 | menos R$ 456 |
| R$ 10,00 | 111.419 | 16.817 | R$ 1.401 |
| Sensibilidade | Custo por kg | A R$ 8,00, por mês | A R$ 10,00, por mês |
|---|---|---|---|
| Base | 8,49 | menos 456 | 1.401 |
| Ração 20% mais cara | 9,90 | menos 1.765 | 92 |
| Preço 15% menor (R$ 6,80 e R$ 8,50) | 8,49 | menos 1.570 | 9 |
| Milho comprado na safra e guardado (ração a R$ 1,70) | 7,58 | 391 | 2.248 |
| Conversão de 2,6 na terminação | 7,86 | 132 | 1.989 |
Trabalho: 3 horas por dia, todo dia INF: 1.095 horas, 137 diárias, R$ 13.688 por ano. Pagando a diária, o custo vai a R$ 9,72 por kg e a sobra a R$ 10,00 cai para R$ 3.130 por ano. A Embrapa usa 56 matrizes por trabalhador em sistema familiar FV; em 6 matrizes a rotina não se dilui.
Terra: 100 m² de galpão e 1 a 2 hectares de roça ou pasto para receber o composto INF. Água: 552 litros por dia (6 × 92) INF (sobre FV).
4.2 Sistema B: terminação de 50 leitões por lote
Oitenta ou cem leitões por lote não cabem em R$ 80 mil: só leitão e ração de 80 animais custam R$ 63 mil por lote INF.
Investimento (R$ 32.940) INF:
| Item | Conta | R$ |
|---|---|---|
| Galpão rústico de cama sobreposta, com depósito | 80 m² × R$ 250 | 20.000 |
| Composteira | 600 | |
| Projeto e licença ambiental | 1.500 | |
| Triturador e misturador | 6.000 | |
| Comedouros e bebedouros | 1.500 | |
| Água | 1.500 | |
| Balança | 1.000 | |
| Cama inicial | 21 m³ × R$ 40 | 840 |
| Total | 32.940 |
Custeio do lote (R$ 41.350):
| Item | Conta | R$ | % |
|---|---|---|---|
| Leitões | 50 × R$ 300 | 15.000 | 36,3% |
| Ração | 50 × 82 kg × 3,0 = 12.300 kg × 2,00 | 24.600 | 59,5% |
| Sanidade | 50 × R$ 15 | 750 | 1,8% |
| Cama, energia, água | 400 | 1,0% | |
| Frete e guias | 600 | 1,5% | |
| Custeio | 41.350 | 100% |
Dinheiro até a primeira venda: 32.940 + 41.350 = R$ 74.290.
| Item | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Produção por lote | 50 × 0,97 × 105 kg | 5.093 kg |
| Produção por ano | 3 lotes | 15.278 kg, 146 suínos |
| Custo fixo por ano | 22.100 ÷ 10 + 10.000 ÷ 5 + 2% de 32.940 + 2% de 41.350 | R$ 5.696 |
| Custo total por lote | 41.350 + 5.696 ÷ 3 | R$ 43.249 |
| Custo por kg vivo | 43.249 ÷ 5.093 | R$ 8,49 |
| Preço por kg vivo | Resultado do lote | Por ano | Por mês |
|---|---|---|---|
| R$ 6,50 | menos 10.147 | menos 30.442 | menos R$ 2.537 |
| R$ 8,00 | menos 2.509 | menos 7.526 | menos R$ 627 |
| R$ 10,00 | 7.676 | 23.029 | R$ 1.919 |
| Sensibilidade | Custo por kg | A R$ 8,00, por mês | A R$ 10,00, por mês |
|---|---|---|---|
| Base | 8,49 | menos 627 | 1.919 |
| Ração 20% mais cara | 9,46 | menos 1.857 | 689 |
| Preço 15% menor (R$ 6,80 e R$ 8,50) | 8,49 | menos 2.155 | 9 |
| Leitão a R$ 240 | 7,90 | 123 | 2.669 |
| Leitão a R$ 360 | 9,08 | menos 1.377 | 1.169 |
Trabalho: 1,5 hora por dia INF: 548 horas, 68 diárias, R$ 6.844 por ano; custo de R$ 8,94 por kg com a diária paga. Terra: 80 m² de galpão. Água: 415 litros por dia.
O ponto fraco é o leitão: são 150 por ano, de origem sadia, e não foi encontrado quem venda esse volume fora da integração NE.
4.3 Seis matrizes só para vender leitão
Com as mesmas 6 matrizes e sem terminação: 109 leitões por ano, custo de R$ 35.120, ou R$ 323 por leitão INF. A R$ 300 dá prejuízo de R$ 2.470 por ano. A R$ 350 sobra R$ 2.972, R$ 248 por mês. Só vale com comprador certo.
4.4 Veredito da faixa 2
Os dois sistemas custam R$ 8,49 por kg vivo. A R$ 10,00 rendem de R$ 1.400 a R$ 1.900 por mês, na ordem do hectare de tambaqui. A R$ 8,00 dão prejuízo. O problema é vender 106 a 146 suínos por ano a R$ 10 o quilo vivo sem abate legal: é um suíno a cada dois ou três dias, o ano todo. Fora do Alto Acre não há abatedouro para isso.
5. Faixa 3: cerca de R$ 1,2 milhão, 8 famílias
5.1 Sistema A: integração com o frigorífico de Brasiléia
O frigorífico entrega o leitão, a ração e a assistência. O produtor entra com galpão, água, energia e trabalho, e recebe por animal entregue.
| Conta | Resultado | Marca |
|---|---|---|
| Custo de um galpão no convênio de 2025 | R$ 1.171.429 | INF (sobre FV) |
| Vagas que R$ 1,2 milhão constrói | 1.200.000 ÷ 546 = 2.199 | INF |
| Lotes por ano | 3, com ciclo de 100 dias e vazio | INF; o Imac informa ciclo médio de 100 dias FV |
| Suínos entregues por ano | 2.200 × 3 × 0,975 = 6.435 | INF |
| Peso vivo entregue | 6.435 × 105 kg = 676 t | INF |
R$ 1,2 milhão é o preço de um galpão padrão, de uma família. Para servir a 8 famílias, o dinheiro teria de virar 8 galpões de 275 vagas. O programa de 2013 usou galpões de 550 vagas FV. Se a integradora aceita galpão de 275 vagas, não foi encontrado NE.
| Desenho | Vagas por família | Investimento por família | Custo fixo por ano | Suínos por ano |
|---|---|---|---|---|
| 8 famílias | 275 | 150.062 | 22.509 | 804 |
| 4 famílias | 550 | 300.125 | 45.019 | 1.609 |
| 1 família | 2.200 | 1.200.498 | 180.075 | 6.435 |
Custo fixo: 70% do galpão é obra, em 10 anos; 30% é equipamento, em 5 anos; juros de 2% INF. Para 275 vagas: 10.504 + 9.004 + 3.001 = 22.509.
| Pagamento por animal | Receita por família (275 vagas) | Menos o custo fixo | Por mês | Parcela do crédito |
|---|---|---|---|---|
| R$ 100, o que a empresa declara FV | 80.438 | 57.928 | R$ 4.827 | R$ 24.076 por ano |
| R$ 45, referência de integração no Sul INF | 36.197 | 13.688 | R$ 1.141 | R$ 24.076 por ano |
A parcela é a de R$ 150 mil a 3% ao ano, em 7 pagamentos depois de 3 anos de carência INF. A R$ 45 por animal, a receita de R$ 36.197 paga a parcela e sobram R$ 12 mil por ano em caixa. Energia, água e manutenção não estão descontadas na linha de R$ 45 INF.
Cuidados com o número de R$ 100:
- É declaração da empresa em visita para atrair novos integrados. Não vi contrato NE.
- R$ 100 por animal equivale a R$ 0,95 por kg vivo. Em 2026 o suíno vivo no Sul vale R$ 5,36 e custa R$ 6,35 FV: a margem de toda a cadeia está negativa. Pagamento por animal costuma cair quando o preço cai INF.
- A R$ 100, a receita de dois anos cobriria o galpão (150.062 ÷ 80.438 = 1,9 ano). Retorno assim é raro e pede conferência antes de qualquer projeto INF.
Trabalho: 2 horas por dia por família para 275 vagas INF. Terra para o dejeto: a Embrapa mede 1.526 litros de dejeto por vaga por ano FV; 275 vagas geram 420 m³; a 50 m³ por hectare por ano INF, pedem 8 hectares de pasto ou lavoura. As 2.200 vagas do grupo pedem 67 hectares. Água: 2.283 litros por dia por família (275 × 8,3) INF (sobre FV).
Primeira venda: cerca de 8 meses, com 4 a 5 de obra e licença e 100 dias de lote INF. Depois, receita três vezes por ano.
5.2 Sistema B: oito famílias em ciclo completo e um abatedouro pequeno com inspeção
Para o grupo que está longe de Brasiléia. Cada família repete o módulo de 6 matrizes da faixa 2. O grupo constrói um abatedouro de pequeno porte, de até 250 m² FV (Decreto 5.741/2006, art. 143-A), com inspeção municipal ou estadual.
| Item | Conta | R$ |
|---|---|---|
| Oito granjas de 6 matrizes | 8 × 82.778 | 662.220 |
| Abatedouro de pequeno porte: obra | 350.000 | |
| Abatedouro: equipamentos e câmara fria | 150.000 | |
| Giro do abatedouro | 40.000 | |
| Dinheiro até a primeira venda | 1.202.220 |
O valor do abatedouro é estimativa sem projeto e sem cotação INF.
| Produção do grupo | Conta | Resultado |
|---|---|---|
| Suínos por ano | 8 × 106,1 | 849 |
| Suínos por semana | 849 ÷ 52 | 16 |
| Peso vivo | 8 × 11.142 kg | 89.135 kg |
| Carcaça | 89.135 × 0,76 | 67.743 kg |
Dezesseis suínos por semana ocupam o abatedouro um dia por semana. Ele fica ocioso, e isso encarece o abate.
| Custo do abatedouro por ano | Conta | R$ |
|---|---|---|
| Desgaste e juros | 350.000 ÷ 10 + 150.000 ÷ 5 + 2% de 500.000 | 75.000 |
| Responsável técnico veterinário | R$ 2.500 por mês | 30.000 |
| Equipe de abate | 4 pessoas × R$ 100 × 52 dias | 20.800 |
| Energia da câmara fria | R$ 1.200 por mês | 14.400 |
| Água, efluente, embalagem, análises | 15.000 | |
| Total | 155.200 |
Custo do abate: R$ 2,29 por kg de carcaça (155.200 ÷ 67.743), ou R$ 1,74 por kg vivo INF. Custo total do grupo: 8,49 + 1,74 = R$ 10,23 por kg vivo. Carcaça de equilíbrio: R$ 13,46 por kg (10,23 ÷ 0,76).
| Preço da carcaça | Vale em kg vivo, na granja | Resultado por família por ano | Por mês |
|---|---|---|---|
| R$ 9,40 (paridade com a de fora) | 5,40 | menos 34.404 | menos R$ 2.867 |
| R$ 12,00 | 7,38 | menos 12.388 | menos R$ 1.032 |
| R$ 14,00 | 8,90 | 4.548 | R$ 379 |
| R$ 16,00 | 10,42 | 21.484 | R$ 1.790 |
| R$ 18,00 | 11,94 | 38.419 | R$ 3.202 |
A carcaça do grupo sai 43% mais cara que a carcaça de fora posta em Rio Branco (13,46 contra 9,36) INF. No atacado não fecha. Fecha só em corte de varejo, feira, mercado local e merenda.
Merenda. Limite de R$ 40 mil por família por ano por comprador FV. A R$ 16 por kg, são 2.500 kg de carcaça, 3.289 kg vivos, 31 suínos: 30% da produção da família INF. Igual ao peixe, o limite trava antes da produção, e o grupo precisa de várias prefeituras. O preço da carne suína na merenda do Acre não foi encontrado NE.
Primeira venda: cerca de 12 meses, com registro do abatedouro INF.
5.3 Veredito da faixa 3
No Alto Acre, a integração é o único uso de R$ 1,2 milhão em suíno que tem comprador certo, e pode render mais que o peixe. Ela concentra o risco em uma empresa e, no padrão atual, o dinheiro serve a uma ou a quatro famílias, não a oito. Fora do Alto Acre, o grupo com abatedouro próprio só fecha com carcaça acima de R$ 13,50 por kg, o que pede venda direta de cortes e contrato de merenda antes da obra.
6. Cama sobreposta, criação ao ar livre e baia de alvenaria
| Ponto | Cama sobreposta | Ar livre (Siscal) | Alvenaria com piso e esterqueira |
|---|---|---|---|
| O que é | piso de maravalha, casca de arroz ou palha; o dejeto composta no lugar FV | matrizes e leitões em piquetes com cabana e cerca elétrica INF | baia de concreto lavada; dejeto líquido vai para esterqueira ou biodigestor |
| Área | 1,2 m² por suíno em terminação; 0,5 m² na creche; 2,5 m² por matriz FV | 800 a 1.000 m² de piquete por matriz INF | 1,0 m² por suíno INF |
| Investimento | R$ 250 por m² em madeira rústica INF; a Embrapa mediu só 8% a menos que o piso quando o galpão é o mesmo (R$ 3.970 contra R$ 4.325 por matriz, 2010) FV | menor que o confinado; sem número conferido NE | R$ 900 a 1.200 por m², mais esterqueira INF |
| Desempenho | igual ao do piso FV; conversão de 2,36 contra 2,34; mortalidade maior na maternidade e na creche (11,6% e 3,0% contra 7,2% e 0,9%) FV | sem número conferido NE | referência |
| Dejeto | sólido; sem esterqueira; troca-se um terço da cama a cada 4 lotes ou 15 meses FV | fica no piquete; exige rodízio | 4,5 litros por suíno por dia FV |
| Calor | cama de 25 a 30 cm em região quente; mais ventilação; 15% a mais de água; não começar no período mais quente FV | sombra e lama | piso frio ajuda |
| Risco | linfadenite: alguns frigoríficos associam a cama a condenação de carcaça FV | verminose, lama no inverno amazônico, predador, fuga INF | mau cheiro e risco de vazamento |
| Onde serve no Acre | quintal e família, perto de serraria ou beneficiadora de arroz | terra firme bem drenada; os solos do Acre encharcam na chuva INF | integração |
A economia da cama sobreposta vem mais de dispensar a esterqueira e de aceitar madeira rústica do que da cama em si. Onde a maravalha é cara ou longe, a vantagem cai. O preço da maravalha no Acre não foi cotado NE. A criação ao ar livre não entrou em nenhuma faixa: não achei custo conferido e o inverno amazônico pesa contra INF.
7. Inspeção, licença e dejeto
7.1 Para vender carne
| Regra | Fonte | Marca |
|---|---|---|
| Comércio entre estados e exportação: inspeção federal | Decreto 9.013/2017, art. 2º | FV |
| Abate de animais de açougue só em abatedouro frigorífico, com frio industrial | Decreto 9.013/2017, art. 17 | FV |
| Nenhum animal é abatido sem autorização do serviço de inspeção | Decreto 9.013/2017, art. 102 | FV |
| Comércio entre municípios do Acre: inspeção estadual do Idaf, com registro, projeto aprovado e vistoria | Idaf, Portaria 463/2023 | FV |
| Estabelecimento de pequeno porte, de agricultor familiar, até 250 m², pode abater; estados e municípios podem ter norma própria | Decreto 5.741/2006, art. 143-A | FV |
| Venda só dentro do município: inspeção municipal | regra geral; não foi levantado quais municípios do Acre têm o serviço ativo para suínos | NE |
Na prática: quem engorda suíno fora da integração só vende legalmente o animal vivo, com guia de trânsito. Abater no sítio e vender a carne é ilegal.
7.2 Licença ambiental
| Ponto | O que foi achado | Marca |
|---|---|---|
| Suinocultura precisa de licença | sim. O conselho estadual dispensou a criação de animais em geral, mas deixou de fora suinocultura, avicultura, aquicultura e bovino confinado | FV |
| Quem licencia | Imac | FV |
| Porte mínimo, taxa, prazo e dispensa para quintal | NE | |
| O que o Imac exige para o dejeto | a notícia do órgão fala em "gestão adequada dos dejetos" e uso como adubo, sem detalhar | FV a notícia; NE a norma |
| Distância de curso d'água | no mínimo a faixa de preservação: 30 m para rio de até 10 m de largura, 50 m para rio de 10 a 50 m, 100 m para rio de 50 a 200 m | FV (em resumo do documento de licenciamento do Acre; regra do Código Florestal) |
Sem norma acreana detalhada, vale o roteiro técnico da Embrapa FV:
| Exigência técnica | Valor |
|---|---|
| Dejeto líquido na terminação | 4,5 litros por suíno por dia; 1.526 litros por vaga por ano |
| Dejeto em ciclo completo | 50,6 litros por matriz por dia |
| Dejeto em produção de leitão desmamado | 11,4 litros por matriz por dia |
| Esterqueiras | pelo menos duas, usadas em sequência |
| Tempo de armazenagem | 40 dias em cada uma depois de cheia; 80 dias no total, no mínimo |
| Profundidade e borda | 2,5 m de fundo; 0,25 m de borda livre; cerca de 1,20 m |
| Volume de segurança | soma a chuva dos quatro meses mais chuvosos |
| Distâncias usadas no Sul | de curso d'água: 30 m em Santa Catarina, 25 a 250 m no Rio Grande do Sul; de casa de terceiros: 20 a 400 m |
| Cama sobreposta | galpão coberto e drenado; 0,5 m de cama compactada; troca de um terço a cada 4 lotes ou 15 meses |
| Animal morto | compostagem; carga máxima de 15 kg por m³ em biodigestor |
Quanto custa INF (sem cotação):
| Módulo | Dejeto em 120 dias | Solução | R$ |
|---|---|---|---|
| 8 suínos em cama | sólido | composteira | 300 |
| 50 suínos em cama | sólido | composteira | 600 |
| 50 suínos em piso | 27 m³ (50 × 4,5 × 120) | duas esterqueiras de lona, de 20 m³ | 6.000 |
| 6 matrizes em cama, maternidade em piso | 8 m³ (6 × 11,4 × 120) | fossa e composteira | 2.500 |
| 6 matrizes todas em piso | 36 m³ (6 × 50,6 × 120) | duas esterqueiras de 30 m³ | 9.000 |
| 275 vagas na integração | 149 m³ (275 × 4,5 × 120) | esterqueiras de lona; biodigestor é opção | 25.000 a 60.000, já dentro do preço do galpão |
No Acre chove perto de 2.000 mm por ano. A esterqueira aberta enche de chuva, e o volume de segurança pesa mais que no Sul INF.
8. Sanidade
| Ponto | Situação | Marca |
|---|---|---|
| Peste suína clássica | o Acre está na zona livre reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal, junto com Rondônia, Mato Grosso e o Centro-Sul | FV |
| Desde quando | reconhecimento internacional em 2015 e 2016, segundo o Idaf | FV |
| Vizinhos | os municípios de Guajará, Boca do Acre e partes de Lábrea e Canutama, no Amazonas, estão na zona livre; o resto do Amazonas não está | FV |
| O que isso muda | carne e suíno do Acre podem ir a outros estados da zona livre e à exportação, com inspeção federal; é o que sustenta as vendas do frigorífico ao exterior | FV o status; INF a consequência |
| O que proíbe | entrada de suíno e de produto de zona não livre sem controle; restos de comida para suíno sem tratamento térmico | FV |
| Última ocorrência na zona livre | 1998, em São Paulo; na zona não livre houve focos no Ceará, Piauí e Alagoas de 2018 a 2021 | FV |
| Cadastro | o produtor mantém o cadastro da criação atualizado no Idaf e declara o rebanho | FV |
| Guia de trânsito | todo trânsito de suíno, para qualquer destino e finalidade, exige a guia e os demais documentos sanitários e fiscais; a emissão é eletrônica | FV |
| Taxa de cadastro e de guia | NE | |
| Outras doenças do programa | peste suína africana (ausente do país) e doença de Aujeszky | FV |
Para o quintal, a regra que mais pega é a dos restos de comida. Para o grupo, a guia de trânsito a cada venda.
9. Meio ambiente e terra
| Ponto | Suíno | Comparação |
|---|---|---|
| Área | 50 m² (faixa 1), 100 m² de galpão mais 1 a 2 ha para o composto (faixa 2), 8 ha por família para o dejeto da integração (faixa 3) | o peixe pede 1 ha de lâmina d'água na faixa 2 |
| Desmatamento | não abre área; cabe em área já aberta | vantagem sobre o boi |
| Reserva legal de 80% | não é limite, porque usa pouca terra | |
| Cadastro ambiental rural e embargo | exigidos para crédito e licença, como em qualquer atividade | |
| Arrendamento | não se aplica: a área é pequena | INF |
| Água | 8,3 litros por suíno por dia na terminação; 92 litros por matriz por dia em ciclo completo FV | o viveiro pede nascente ou igarapé |
| Poluição | o dejeto líquido é o risco: nitrogênio, fósforo e mau cheiro perto de igarapé | o viveiro tem efluente só na despesca |
| Milho | 6 matrizes consomem cerca de 27 t de milho por ano (36,4 t de ração × 74%) | INF |
10. Riscos
- Preço. O suíno vivo no país caiu ao menor nível em vinte anos FV. A carne de fora entra no Acre a preço que o pequeno produtor local não alcança. É o risco maior.
- Um só comprador com inspeção. No Alto Acre, a renda do integrado depende de uma empresa. No resto do estado não há comprador com inspeção.
- Ração. De 59% a 90% do custeio. Milho de entressafra a R$ 1,81 sobe a ração em 9% (2,18 contra 2,01).
- Leitão. Não há oferta conhecida de leitão sadio em volume fora da integração NE.
- Doença. Uma entrada de peste suína clássica tira o estado da zona livre e fecha a exportação. Em escala pequena, diarreia de leitão e pneumonia são as perdas do dia a dia INF.
- Venda sem inspeção. Abate no sítio é ilegal e pode levar a apreensão.
- Inverno amazônico. Ramal fechado atrasa ração e venda. O suíno pronto continua comendo 3 kg por dia: cada semana de atraso em 50 suínos custa R$ 2.100 (50 × 3 × 7 × 2,00) INF.
- Calor. Reduz consumo e fertilidade. Os índices do Sul não se repetem.
11. Paralelo com o peixe
| Ponto | Peixe (régua comum) | Suíno |
|---|---|---|
| Faixa 1, dinheiro | R$ 7,2 a 9,3 mil | R$ 10,6 mil |
| Faixa 1, por mês | R$ 35 a 171 | menos R$ 102 a R$ 8; R$ 305 a R$ 10 |
| Faixa 1, primeira venda | 13 a 15 meses | 4 meses |
| Faixa 2, dinheiro | R$ 78,4 mil | R$ 74,3 a 82,8 mil |
| Faixa 2, produção por ano | 4.735 kg (5.130 kg em 13 meses) | 11.142 a 15.278 kg vivos |
| Faixa 2, custo por kg | R$ 12,68 | R$ 8,49 |
| Faixa 2, por mês | R$ 914 a 1.275 a R$ 15; zero ou prejuízo a R$ 12 | R$ 1.401 a 1.919 a R$ 10; prejuízo a R$ 8 |
| Faixa 3, dinheiro | R$ 0,95 a 1,21 milhão | R$ 1,2 milhão |
| Faixa 3, produção | 57 t por ciclo | 676 t vivas por ano na integração; 89 t no grupo com abatedouro |
| Faixa 3, por família por mês | R$ 857 a R$ 13; R$ 2.054 a R$ 15 | integração: R$ 1.141 a 4.827; grupo: R$ 379 a 1.790 |
| Ração no custeio | 84,5% | 59% na terminação (mais 36% de leitão); 90% no ciclo completo |
| Ração por kg produzido | R$ 10,00 | R$ 6,00 |
| Ritmo da receita | uma vez a cada 13 meses | a cada 4 meses na terminação; a cada 55 dias no ciclo completo |
| Trabalho | 990 horas por ciclo de 13 meses em 1 ha | 548 a 1.095 horas por ano |
| Preço protegido pela distância | sim: peixe fresco regional | não: carne suína congelada chega de fora |
| Canal com inspeção | cozinha de pescado de pequeno porte | um frigorífico federal em Brasiléia; fora dele, nada |
Os três achados que mais mudam a comparação:
- O suíno não tem colchão de preço. O tambaqui do Acre vende a R$ 12 a 15 por kg porque é fresco e regional. O suíno do pequeno produtor custa R$ 8,49 por kg vivo e disputa com carne que equivale a R$ 6,50 INF. A margem só aparece na venda direta.
- O dinheiro gira mais rápido. Com os mesmos R$ 80 mil, o suíno produz de 2,4 a 3,2 vezes mais quilos por ano que o hectare de tambaqui, vende pela primeira vez em 4 a 10 meses em vez de 13, e repete a venda de 3 a 6 vezes por ano. Um lote ruim não leva o ano inteiro.
- A porta legal de saída é uma só. O Acre tem um único abate de suínos com inspeção, federal, em Brasiléia, e ele só abate o que integra FV (e INF). Na integração, R$ 1,2 milhão paga um galpão padrão e a renda depende do que a empresa pagar por animal. No resto do estado, de 80% a 90% das matrizes não têm abate legal.
12. O que ficou como estimativa e o que não foi encontrado
Estimativa sem cotação local INF
- Preço do suíno vivo no Acre (R$ 6,50, R$ 8,00 e R$ 10,00) e da carcaça (R$ 9,40 a 18,00).
- Preço do leitão (R$ 300), da leitoa (R$ 900 e R$ 1.500) e do cachaço (R$ 2.500).
- Núcleo a R$ 7,00 por kg; ração de creche a R$ 4,20; ração de saco a R$ 3,00.
- Construção rústica a R$ 250 por m²; equipamentos; esterqueiras; abatedouro de R$ 500 mil.
- Conversão de 3,0 na terminação, 8,5 desmamados por parto, 2,2 partos por ano.
- Horas de trabalho de todos os módulos.
- Frete de carcaça até Rio Branco (R$ 1,00 por kg) e custo de abate (R$ 0,60 por kg vivo).
- Referência de R$ 45 por animal na integração do Sul.
- Níveis de mandioca, crueira e soro, e o efeito na conversão.
- Parâmetros da criação ao ar livre.
- Distâncias rodoviárias.
- Consumo de carne suína por pessoa.
Não encontrado NE
- Cotação de suíno vivo, carcaça e leitão no Acre, por qualquer canal.
- Preço da carne suína na merenda do Acre. Há editais de proteína animal do estado e de Rio Branco no portal de compras públicas; a consulta de itens deu erro em 03/10/2026.
- Quanto da carne suína consumida no Acre vem de fora.
- Abate do Acre depois de junho de 2023 (sigilo do IBGE).
- Contrato da integradora: fórmula de pagamento, tamanho mínimo do galpão, exigências, raio de atuação.
- Se o abatedouro frigorífico sob inspeção estadual no Alto Acre abate suínos.
- Qual estabelecimento abatia suínos com inspeção municipal até o início de 2025.
- Norma do Imac com porte, taxa, prazo e dispensa para suinocultura pequena.
- Taxas do Idaf para cadastro e guia de trânsito.
- Preço e oferta de maravalha e casca de arroz.
- Fornecedor de leitão em volume fora da integração.
- Medição de conversão alimentar em granja pequena no Acre.
- Publicação da Embrapa Acre sobre suínos: a busca do repositório recusou o acesso.
- Custo conferido de criação ao ar livre.
Verificado na fonte nesta rodada FV
Rebanho e abate (IBGE); custos e coeficientes da Embrapa para Santa Catarina e Mato Grosso; indicador do Cepea de 02/10/2026; índices do sistema familiar em piso e em cama (Embrapa, 2013); modelo de cama sobreposta para 25 suínos (Embrapa, 2006); critérios de dejeto e licenciamento (Embrapa, 2023); zona livre de peste suína clássica (lista oficial da organização mundial e página do Idaf); regras do Idaf para cadastro, guia de trânsito e restos de comida; artigos dos Decretos 9.013/2017 e 5.741/2006; números de licenciamento do Imac em 2025; declarações da integradora em três notícias.
Fontes
Consultadas em 03/10/2026.
- IBGE, efetivo de suínos, tabela 3939, Acre: apisidra.
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gov. br/ ccivil_ 03/ _ ato2004- 2006/ 2006/ decreto/ d574… - Portaria Imac 27/2021, com a regra de dispensa que exclui a suinocultura: legisweb.
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archive. org/ web/ 20260303124749/ https:/ / agencia. ac. gov… - A mesma informação em jornal local: acreagora.
com/ 2026/ 02/ 26/ acre- licencia- 22- granjas- com- cap… - Notícia do governo do Acre de dezembro de 2023 sobre a integradora, em cópia arquivada: web.
archive. org/ web/ 20250515071116/ https:/ / agencia. ac. gov… - Visita técnica de Rondônia ao frigorífico de Brasiléia, março de 2026: newsrondonia.
com. br/ agro/ 2026/ 03/ 13/ rondonia- busca- amplia… - Convênio de R$ 82 milhões para galpões no Alto Acre, abril de 2025: oaltoacre.
com/ regional- do- alto- acre- recebera- r- 82- milhoes… - Programa de 55 galpões, dezembro de 2013: agrolink.
com. br/ noticias/ governo- investe- r- - 10- 5- mi- na- co… - Preço do suíno vivo no menor nível em duas décadas, julho de 2026: folhaagricola.
com. br/ 2026/ 07/ 15/ preco- do- suino- vivo- cai- a… - Anúncios de animais no Acre (página não abriu; visto em resumo de busca): olx.
com. br/ agro- e- industria/ animais- para- agropecuaria/ est… - Régua do peixe: premissas comuns do paralelo e pasta
13-tambaqui-para-a-merenda/.