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11 — Cozinha de pescado: licenças e documentos

Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta; INF estimativa ou leitura desta ficha; NE buscado e não encontrado. 1. A escada da inspeção Todo produto de origem animal precisa de inspeção antes de ser vendido FV (Decreto 9.013/2017). O…

Data-base: 03/10/2026FV fato verificado em fonte abertaINF estimativa ou contaNE buscado e não encontrado

Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta; INF estimativa ou leitura desta ficha; NE buscado e não encontrado.

1. A escada da inspeção

Todo produto de origem animal precisa de inspeção antes de ser vendido FV (Decreto 9.013/2017). O selo define até onde o produto pode ir.

Selo Quem concede Onde o produto pode ser vendido Situação no Acre para pescado
SIM (inspeção municipal) prefeitura dentro do município; serve para a merenda municipal nenhum SIM com pescado localizado nos 22 municípios NE
SIE (inspeção estadual) Idaf dentro do Acre; serve para a merenda estadual 1 unidade de pescado com SIE, não identificada FV
SISBI (sistema nacional) Ministério da Agricultura reconhece o SIM, o SIE ou o serviço de um consórcio de municípios todo o país sem evidência de adesão do Idaf ou de município acreano NE
SIF (inspeção federal) Ministério da Agricultura todo o país e exportação nenhum estabelecimento de pescado no Acre FV

Para esta cozinha:

2. Como obter o SIE no Acre

Base legal FV: Lei estadual 3.731/2021; Decreto estadual 11.120/2022; portaria do Idaf de 22/08/2023 sobre registro de estabelecimentos (a página do Idaf cita os números 456 e 463; conferir no órgão).

Etapas informadas pelo Idaf FV:

  1. requerimento inicial de registro;
  2. projeto arquitetônico submetido para aprovação;
  3. vistoria técnica das instalações;
  4. registro dos produtos e dos rótulos.

O que o projeto precisa mostrar INF (a confirmar com a divisão de inspeção do Idaf): recepção coberta; água potável com laudo; gelo de água potável; sala de manipulação separada da recepção; piso e parede laváveis; barreira sanitária; vestiário e sanitário; frio com registro de temperatura; destino do resíduo; responsável técnico; programa de autocontrole (boas práticas e higiene); rótulos.

Se o município criar o SIM: lei municipal, decreto e um veterinário. Custo para a prefeitura de R$ 130 a 200 mil por ano, ou R$ 60 a 90 mil em consórcio INF (plano estadual). Isso não é custo da cooperativa, mas é condição para o SIM existir.

3. Lista de documentos da cooperativa

Documento Onde tira Prazo e custo Marca
CNPJ, estatuto, atas e contabilidade em dia cartório, Receita, contador 1 a 3 meses; custo de cartório e contador INF
CAF da pessoa jurídica (cooperativa da agricultura familiar) entidade emissora credenciada pelo ministério da agricultura familiar exige maioria de cooperados com CAF; conferir o percentual na portaria vigente INF
Inscrição estadual e emissão de nota fiscal eletrônica Secretaria da Fazenda do Acre — INF
Registro do estabelecimento no SIM ou no SIE prefeitura ou Idaf ver item 2 FV
Registro dos produtos e rótulos mesmo serviço de inspeção junto do registro FV
Responsável técnico com anotação no conselho de medicina veterinária CRMV anuidade e taxa de anotação; valor NE FV para a obrigação (Decreto 9.013/2017, art. 77)
Licença ambiental da agroindústria IMAC licença única ou em três fases; taxa e prazo não publicados NE
Outorga ou dispensa de uso da água (poço) e de lançamento de efluente IMAC — NE
Alvará de funcionamento prefeitura — INF
Certificado do Corpo de Bombeiros Corpo de Bombeiros — INF
Inscrição como empresa pesqueira no registro da atividade pesqueira Ministério da Pesca e Aquicultura pessoa jurídica que beneficia ou comercializa pescado declara entrada e saída todo mês FV (Portaria MPA 409/2025, citada no dossiê) FV
Laudo de potabilidade da água e análises do produto laboratório por lote ou por período, conforme o serviço de inspeção INF

4. Documentos do peixe que entra

A cozinha só pode receber peixe com origem. Cada carga precisa de:

Por que isso deixou de ser burocracia: o tambaqui entrou na lista de espécies ameaçadas (Portaria MMA 1.667/2026). O peixe de cultivo licenciado fica fora da restrição FV. Sem licença ou dispensa e sem nota de origem, a cozinha não tem como provar que o tambaqui é de viveiro. Comprador público não compra produto com esse risco.

Na prática, a cozinha vira o motivo para o produtor regularizar o viveiro: quem não tem papel não entrega.

5. Documentos para vender à merenda

A lei da merenda permite ao gestor não comprar da agricultura familiar em três casos: falta de documento fiscal, falta de fornecimento regular e condição sanitária inadequada FV (Lei 11.947/2009, art. 14, § 2º). A cozinha existe para tirar as três desculpas: nota, calendário de entrega e inspeção.

6. Alerta do seguro-defeso

A Lei 10.779/2003, art. 1º, § 4º, exige que o pescador "não disponha de outra fonte de renda" para receber o seguro-defeso. Renda de piscicultura, de venda de peixe à cooperativa ou de diária na cozinha pode tirar o seguro de quem tem carteira de pescador (RGP) ativa. É zona cinzenta, sem decisão localizada FV (para o texto da lei; INF para o alcance).

Regra deste catálogo:

7. O que não fazer