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14 — Fábrica de ração para o Acre

Fábrica de ração extrusada para peixe, no eixo Rio Branco–Senador Guiomard, estudada em três tamanhos. A conta aberta diz que a fábrica nova não se paga com o mercado que o Acre tem hoje. O caminho que fecha é organizar a compra primeiro e contratar a capacidade que já existe.

Data-base: 03/10/2026FV fato verificado em fonte abertaINF estimativa ou contaNE buscado e não encontrado

Data-base: 03/10/2026. Marcas: FV fato verificado em fonte aberta; INF estimativa ou conta desta ficha; NE buscado e não encontrado. Este projeto não cria peixe: fabrica o insumo que é de 61% a 87% do custo de quem cria.

Ficha-resumo

Item A. Mini B. Pequena C. Média Marca
Extrusora 120 kg por hora 500 kg por hora 2 t por hora
Produção real, um turno 120 a 160 t por ano 650 a 750 t por ano 2.500 a 3.000 t por ano INF
Área construída 150 m² 1.000 m² 2.500 m² INF
Pessoal, um turno 3 12 26 INF
Investimento fixo R$ 435 mil R$ 4,2 milhões R$ 12,5 milhões INF
Capital de giro R$ 60 mil R$ 400 a 700 mil R$ 1,6 a 2,2 milhões INF
Custo total por kg, um turno ver pasta 04 R$ 4,47 R$ 3,82 INF
Venda que empata contra a carreta, a R$ 3,50 135 a 178 t 1.701 t 3.927 t INF
Venda que empata contra a loja, a R$ 4,10 904 t 2.167 t INF
Prazo até a primeira venda ver pasta 04 cerca de 24 meses cerca de 34 meses INF
Veredito não recomendada não recomendada com tudo novo; enxuta, só com cinco gatilhos não recomendada

1. O mercado

Dado Valor Marca
Peixe de cultivo no Acre, 2025 2.312 t FV
Ração de peixe que o estado consome 4.162 a 5.087 t por ano INF
Fatia alcançável por uma fábrica nova, em três anos 350 a 700 t no eixo de Rio Branco; até 1.100 t com o Juruá INF
Ração de carreta, de Rondônia, posta em Rio Branco R$ 3,53 a 3,91 por kg INF
Saco de 25 kg em loja R$ 4,50 a 5,50 por kg INF
Fornecedor que já existe em Rio Branco vende 1.080 t por ano a um só cliente, no Peru FV
Fábrica parada em Senador Guiomard 14.400 a 18.000 t por ano em um turno; arrematada em 28/11/2025 por R$ 13,15 milhões FV

O Acre não tem falta de fábrica. Tem uma fábrica parada que faz três vezes o consumo do estado e um fornecedor que exporta. O que falta é ração barata chegando ao pequeno criador.

2. A conta em uma tabela

Cenário Custo por kg Resultado por ano a R$ 3,50 Resultado por ano a R$ 4,10
B, tudo novo, um turno, 700 t R$ 4,47 −R$ 681 mil −R$ 261 mil
B, prédio cedido e linha usada, um turno R$ 4,14 −R$ 449 mil −R$ 29 mil
B, prédio cedido e linha usada, dois turnos, 1.400 t R$ 3,62 −R$ 173 mil R$ 668 mil
C, tudo novo, um turno, 2.750 t R$ 3,82 −R$ 869 mil R$ 781 mil
C, tudo novo, dois turnos, 5.500 t R$ 3,37 R$ 723 mil R$ 4,02 milhões

Antes de imposto e de juros do giro INF. A conta completa está no arquivo 02.

3. Por que não fecha

  1. O ingrediente é quase todo o preço. Custa R$ 2,50 por kg de ração. O farelo de soja é 53% disso e vem de fora, porque o Acre não tem esmagadora.
  2. A margem contra a carreta é de R$ 0,68 por kg. Na escala B, só a folha de 12 pessoas pede 978 t por ano para se pagar. A máquina faz 700 t em um turno.
  3. O mercado alcançável é menor que o ponto de empate. A escala B empata entre 723 e 904 t, vendendo direto ao criador. A demanda alcançável vai de 350 a 1.100 t.
  4. A dívida da fábrica nova come a margem inteira. Com 80% financiado, a parcela é de R$ 1,05 por kg na escala B e de R$ 0,89 na C.
  5. Fabricar aqui quase não barateia. A vantagem sobre a ração pronta de Rondônia fica entre −R$ 0,07 e +R$ 0,17 por kg.
  6. Já houve uma, e parou. A fábrica do complexo de pescado do estado foi dimensionada antes da base produtiva, vendia metade para Rondônia e fechou em 2018.

4. O que fazer no lugar, em ordem

Passo Ação Dinheiro Efeito para o criador
1 Central de compra de ração em carreta (pasta 04) R$ 16 a 26 mil, mais R$ 112 a 118 mil por carreta ração de R$ 5,00 para R$ 4,20 por kg
2 Contrato de volume com o fornecedor de Rio Branco só o giro a medir: preço e capacidade dele NE
3 Consulta formal ao dono da fábrica parada nenhum saber se ela religa e a que preço NE
4 Fábrica B enxuta, só se os cinco gatilhos forem cumpridos R$ 1,0 milhão em máquina, mais R$ 400 a 700 mil de giro ração a R$ 4,00 a 4,20, feita no estado

Os passos 1 a 3 juntam a demanda em contrato. Sem ela, nenhuma fábrica se paga. Com ela, talvez nem seja preciso construir.

5. Os cinco gatilhos da fábrica B enxuta

  1. Contratos assinados de pelo menos 900 t por ano, a R$ 4,00 ou mais na porta.
  2. Plano do dono da fábrica parada conhecido por escrito.
  3. Prédio público cedido por termo, com energia trifásica e poço.
  4. Três orçamentos formais de linha, e laudo se for usada.
  5. Giro para o grão contratado junto com a máquina, e silo para comprar o milho na safra.

6. Onde, se um dia for

Eixo Rio Branco–Senador Guiomard: 64,6% do milho e 88,4% da soja do estado, entroncamento da BR-364 com a BR-317, e 54% do peixe do estado a até 230 km por asfalto INF (sobre FV). O Juruá recebe um depósito, não uma fábrica.

7. Licença e crédito, em uma linha cada

8. Avisos

9. O que ninguém mediu ainda

Arquivos desta pasta

Arquivo Conteúdo
01-descricao-tecnica.md fluxo da fábrica, equipamentos, energia, pessoal e produção real das três escalas
02-investimento-e-custos.md investimento, custo por kg, cenários, dívida e gatilhos
03-passo-a-passo.md etapas e prazos, da demanda contratada à primeira venda
04-licencas-e-documentos.md registro no Ministério da Agricultura, boas práticas, licença ambiental, rótulo
05-credito-e-recursos.md linhas de crédito, incentivo estadual, cessão de bem público
06-casos-fontes-e-riscos.md o caso do complexo do estado, outros casos, riscos, divergências e fontes
07-materia-prima-e-mercado.md grão, farelo, demanda por região, concorrentes e preço a bater
calc_fabrica.py script das contas do arquivo 02